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Momento B do BC Hoje é um dia importante para o Banco Central mostrar se haverá alguma alteração dos rumos da política monetária. Sua situação é difícil. Dimensionar a crise por aqui ainda é uma tarefa obscura e as pressões políticas crescem em escala geométrica. Conforme o tamanho do corte dos juros, o BC indicará se está aderindo à linha ousada adotada pelos países lá fora, como EUA e Japão -, onde a taxa de juros hoje, na prática, é zero. Uma visão de que, na atual circunstância, a atitude mais responsável a tomar é estender à economia uma ajuda maior, deixando a inflação em segundo plano. Como diz o economista Paul Krugman, prêmio Nobel do ano passado, "esta não é a hora de se preocupar com a inflação". Ante o resultado do PIB , não havia ontem qualquer certeza quanto à decisão nos juros. O mercado financeiro se dividia entre os que acreditam que o BC vai ser ousado, cortando até 2 pontos porcentuais dos juros (Credit Suisse), até avaliações mais conservadoras, como a de Roberto Setubal, do Itaú/Unibanco. "Nós estávamos trabalhando com corte de 1 ponto antes dos dados mais fracos sobre a indústria e o PIB saírem. Agora é diferente..." Já o ex-BC Alexandre Schwartzman, do Santander, que conhece bem o raciocínio da equipe do banco, está com a maior parte do mercado: corte de 1,5 ponto porcentual. Antecipado Luiz Gonzaga Belluzo já se mostrava pessimista em relação ao PIB no fim de semana.Revelou a amigos acreditar em 4% negativo. Quase... Dólar que vai Depois da Flórida, o Texas vem fazer negócios aqui. Paulo Skaf recebe, dia 19, a secretária texana Esperanza Andrade, que tenta atrair mais investidores. Além da Petrobrás, Gerdau, Votorantim, Tramontina e Santana Têxtil, que já atuam naquele Estado. Má vizinhança Para quem acha que duas brigas com o Paraguai não bastam, o deputado Dr. Rosinha anuncia uma terceira. O contencioso entre os dois países, que inclui Itaipu e a pressão contra fazendas brasileiras por lá, foi reforçado com a batalha pelo Parlamento do Mercosul. Hoje, cada um dos quatro países-membros - Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina - tem lá 18 representantes. Pelas novas regras, as bancadas serão proporcionais à população. E aí o Brasil deixa os demais comendo poeira. Ar corre pelo ar A discussão sobre privatizar ou não aeroportos é praticamente inútil até outubro. Mês em que Luciano Coutinho, do BNDES, entrega o projeto encomendado pelo governo Lula para definir o que vai ser feito no setor. Hereditário As prévias estão dando menos dor de cabeça a José Serra que seu neto Antônio. O menino torce para o São Paulo e não há chocolate que o convença a mudar para o Palmeiras. Voto carimbado Vandir Mognon, vereador em São Bernardo, terra de Lula, registrou em cartório documento sui generis. Compromete-se a dar dois cargos na Secretaria de Esportes em troca de votos na eleição de 2008. A denúncia deve ser investigada em breve pelo Ministério Público Estadual. Cante por mim Ao fim de uma longa negociação com Andrew Lloyd Webber, do Really Useful Group, Jorge Takla resolveu voltar ao batente depois de um ano sabático. Bateu o martelo e vai montar uma versão "taylor-made" para Evita. O musical já tem data de estreia marcada: 25 de fevereiro de 2010, no Teatro Alfa. Home, sweet Depois do histórico gol de cabeça, Ronaldo foi... para casa. Celebrou com a mulher, Bia Antony - que viu o jogo no novo apartamento do casal, em Higienópolis. O conde em série Luís Carlos Barreto quer transformar a biografia do conde Francesco Matarazzo, de Ronaldo Costa Couto, em longa-metragem. A família do patriarca, no entanto, reluta. Acha que a obra, extensa demais, serviria melhor como minissérie. Dose dupla Quem quiser se aprofundar na biografia de Ruth Cardoso terá duas opções. A primeira, de Margarida Cintra Gordinho, já está escrita e aprovada por FHC, trazendo 80 imagens do acervo pessoal cedidas pela família. Lançamento previsto para maio, pela Editora Marca D?Água. E a de Ignácio de Loyola Brandão, que deve estar pronta até o final do ano e sai pela Editora Globo. Na frente Triiim. É, a guerra da telefonia não consegue derrubar Roberto Lima, da Vivo. Ontem, do hospital onde se recupera, o executivo promoveu várias vídeos conferências. Isay Weinfeld está em Cannes, onde recebe hoje dois prêmios por seu projeto do Edifício 360º na Vila Madalena. O espanhol Javier Moro - autor do best-seller Paixão Índia - chega hoje a São Paulo. Para lançar O Sári Vermelho. Na Livraria da Vila do Cidade Jardim. Todos os domingos, o palco do Bleecker St. abre espaço para o stand up comedy. Com apresentações de Fernando Muylaert, Felipe Andreoli e Fábio Lins, entre outros. [AS MEDIDAS] O trabalho de John Neschling na Osesp continua rendendo prêmios. Assim como os outros dois CDs da série Choros de Villa-Lobos, o terceiro ganhou o Diapason D''Or, da revista de música clássica. Será lançado hoje, com festa, o box com quatro DVDs de peças do Oficina (Ham-let, Bacantes, Cacilda e Boca de Ouro). No próprio teatro de José Celso Martinez Corrêa. Intercâmbio nos tablados. A Escola Célia Helena, da atriz Lígia Cortez, recebe o diretor italiano Gigi Dall''Aglio. Na pauta, montagem de um texto do italiano com Pasolini. A Casa do Saber promove hoje encontro com o escritor Paulo César de Souza. Charlotte, a filha mais que fashionista de Andrea Dellal, se prepara para trazer sua linha de sapatos para o Brasil. Sempre que viaja por cidades do Nordeste, Dilma Rousseff é chamada de "Vilma" por eleitores e até por líderes políticos locais. O que preocupa os petistas, porém, é o sobrenome da ministra. Tem gente por lá que chama a mãe do PAC de "Vilma do Chefe". Direto da fonte Colaboração Doris Bicudo doris.bicudo@grupoestado.com.br Gabriel Manzano Filho gabriel.manzanofilho@grupoestado.com.br Pedro Venceslau pedro.venceslau@grupoestado.com.br Produção Marília Neustein e Elaine Friedenreich

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