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Safra faz gesto no exterior a seus clientesA exemplo do que fez o Banco Santander, o Banco Safra também está abrindo exceção e vai ressarcir os investidores do exterior que colocaram recursos no fundo Zeus. Este fundo foi comercializado pelo Safra e era constituído de participações no famigerado fundo de Bernard Madoff. Trata-se da segunda instituição financeira no mundo a tomar esta atitude.Pelo que se apurou, a proposta é bastante razoável, visto que a outra alternativa seria não receber nada, como está acontecendo com outros investidores que aplicaram com o americano Madoff.Os clientes receberão 100% do valor que colocaram no fundo em bonds perpétuos que renderão 2% ao ano. Caso haja alguma recuperação do fundo, o montante será transferido aos credores de maneira proporcional. Isto é, o investidor não está abrindo mão dos seus direitos. Consultada, a assessoria do Safra National Bank, em Nova York, não quis se pronunciar sobre o assunto.Fontes do mercado estimam que o custo total para o Safra pode chegar a US$ 40 milhões. A pergunta é: por que o Santander e Safra estão fazendo diferente de outros bancos? Emilio Botin, do Santander, porque seu balanço foi bom em 2008 e parte de seus melhores clientes estavam no fundo. E José Safra, um dos últimos "private bankers" internacionais de porte grande, para preservar sua tradicional e fiel clientela.Medo e sensibilidadeÀs vésperas do Dia Internacional da Mulher, pesquisa feita pelo DataSenado revela: 83% das mulheres das capitais brasileiras conhecem a lei Maria da Penha, mas 78% delas acham que o medo impede que se denunciem os agressores.Apenas 4% delas costumam denunciar à polícia a violência que sofreram.Davos in Rio É a Petrobrás, patrocinadora do Fórum Econômico de Davos, que fará, pela primeira vez, o evento no Rio. A estatal já está convidando participantes para o seminário, marcado para abril.Prato a fazerEm tempos de vacas magras e frigoríficos à beira de um ataque de nervos, o brasileiro Arnaldo Carrilho - primeiro embaixador da América do Sul na Coreia do Norte - cumpre agenda em São Paulo. Além da Sadia, visita o Friboi. Aliás, foi a exportação de carnes suínas e frangos que levou Lula a abrir uma embaixada Pyongyang. Personal BeckettA Cambridge University lançou o 1º dos quatro volumes com correspondências de Samuel Beckett. Um universo de 15 mil cartas.Sassaricantes Coincidência ou não, no mesmo dia em que estreava Yan Tortellier, o novo regente da Osesp, o governo José Serra desembarcou na... peça Sassaricando, criação de Sérgio Cabral pai e Rosa Maria Araújo, que reunemarchinhas de sucessos dos anos 50 e 60.Estavam lá, quinta, além de Serra, o vice Alberto Goldman, mais Aloysio Nunes Ferreira e José Henrique Lobo. Só faltou mesmo João Sayad - que acabou não podendo ir nem à Sala São Paulo nem ao Procópio Ferreira. Aliás, Serra, bem como parte da plateia, conhecia bem mais da metade das letras. "Sabe que isso até me preocupou", ironizou. É.Divino reclameCristo, quem diria, é nome de água. E não é da benta. A Aquarol, indústria de bebidas de Blumenau, lançou a água "100% Jesus". A marca é distribuída com mensagens bíblicas e tem como slogan a frase: "Hidrata o Corpo e a Alma''. Osesp Abre a fase dois em tom maiorO olhar satisfeito e o sorriso largo de Fernando Henrique Cardoso, Pedro Moreira Salles, Rubens Barbosa - presidente e membros do conselho da Osesp - no camarote oficial, eram o melhor retrato, anteontem à noite, do recomeço da Osesp. Até o jeito maroto do maestro Yan-Pascal Tortelier, que ao final olhava para eles como que dizendo "viram o que eu fiz?" indicava: a orquestra paulista inaugurou a fase dois, pós-Neschling, com o pé direito. Com plateia lotada, longos aplausos e uma amostra, em duas peças difíceis, de que o regente é do ramo.Tortelier é um calculista. Regeu tudo sem partitura - até o Hino Nacional, como se tivesse com ele grande intimidade. Mais "físico" que o antecessor, pontuava e dançava, em rápidos movimentos de ombros ou pescoço, as mãos atentas, como se a orquestra fosse, ela própria, o seu teclado. E escolheu, para a estreia, uma peça - as Variações Enigma, de Elgar - que permite ao maestro exibir, tudo o que sabe. Como brincava o crítico Lauro Machado Coelho, "ele era uma raposa entrando na cova dos leões. Tinha de mostrar tudo de uma vez só."Foi a noite, também, de Cláudia Tonio. Adversária de John Neschling, demitida por ele em 2002, a diretora, agora como assessora de João Sayad na Secretaria da Cultura, reapareceu à vontade."Começamos uma nova fase, e a orquestra tem um grande caminho pela frente", resumiu FHC. "Ele é um grande profissional, muito bem-vindo", definia Horácio Piva. À volta deles, uma plateia que torcia, claramente, para que tudo desse certo - ao mesmo tempo em que reconhecia os méritos de John Neschling, que trabalhou para fazer o grupo chegar aonde chegou.E daqui para a frente? FHC não faz mistério: o futuro da orquestra está em aberto. "Vamos avaliar todas as hipóteses para 2010, discutir nomes, inclusive o do próprio maestro que chega." A programação está feita, e há tempo de sobra "para a melhor decisão." (Gabriel Manzano Filho).Cara NovaBel Barcellos Foi na mostra "De tão alvas, quase almas", em cartaz no MuBE, que a artista explorou um universo pelo qual sempre alimentou interesse: o feminino."Acho bonitos os momentos espirituais da mulher, em que o corpo e a alma se separam", reflete. Os trabalhos, de traços delicados, em lençóis de linho, nasceram de uma pesquisa após viagem à Europa: "Gosto desse efeito evanescente do lençol." Bel guarda ainda uma outra habilidade, a de contadora de histórias. Um livro infantil - escrito e ilustrado por ela - sai do forno ainda este ano. Pela Rocco. Na frenteA família Schürmann compara as aventuras do mar com o mundo corporativo. Em seu próximo livro, Navegando com o Sucesso, que será lançado pela Sextante. Em abril.Longe da Água, de Michel Laub, saiu na Argentina. Seu novo livro, O Gato diz Adeus, sai aqui em abril, pela Cia das Letras. E para completar, ele dá uma oficina na Academia Internacional de Cinema, este mês.Beatriz Bracher lança, quarta, na Livraria da Vila , o livro Meu Amor. Com debate. O carnaval fez bem a Paola Oliveira. Foi novamente confirmada como rainha da bateria da Grande Rio e, de quebra, acaba de ganhar o papel principal no longa Uma Professora Muito Maluquinha. Baseado em livro de Ziraldo. Ivete Sangalo manda gravação com 15 mil vozes de ''parabéns a você'' de presente para Hebe. Gravada com o público de show que fez no Guarujá. Daniella Cicarelli tem muiiitos dedos. Foi o que se percebeu no ataque que teve na saída de restaurante, na quinta. A Rádio Eldorado promove, a partir de segunda, festival de música latina. Montado no palco do Bourbon Street. Nem Salvador escapa do politicamente correto. A torta Nega Maluca já é chamada por lá de ''torta afrodescendente com deficiência nervosa''.Direto da fonteColaboraçãoDoris Bicudo doris.bicudo@grupoestado.com.brGabriel Manzano Filho gabriel.manzanofilho@grupoestado.com.brPedro Venceslau pedro.venceslau@grupoestado.com.brProduçãoMarília Neustein e Elaine Friedenreich

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