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Há mais coisas no ar além de turbinasOs pássaros que "trombaram" com o avião americano da US Airways que caiu no rio Hudson, anteontem - acidente do qual salvaram-se todos - são um problema sério, também, para as autoridades aeronáuticas brasileiras. Nas contas do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes, que cuida do assunto para a Aeronáutica, cerca de 500 ocorrências do gênero são registradas por ano, em todo o País, desde 2004.Só em São Paulo foram 45 no ano passado - 15 em Guarulhos, 16 em Congonhas e 4 no Campo de Marte.Mas o número pode ser maior. Segundo se apurou ontem junto à FAB, aqueles 500 podem ser 2.000. Há muitos choques com aves que sequer são percebidos.ICMS FashionSergio Cabral confirma. Está fechando as pontas para dar isenção fiscal a quem, do setor de moda, se instalar na cidade de Valença. O governador quer criar ali um novo polo industrial.Sorria, é a Bahia...Tentando voltar de Porto Seguro, na quarta-feira, um passageiro ligou para central da Gol e ouviu a gravação:"Seu tempo de espera para atendimento é de... 1h30."Saúde com grifeO Grupo Saúde Bandeirantes entrou no mercado de grifes hospitalares. Abre este mês, no Morumbi, o Leforte. Para concorrer com o Einstein e o São Luiz, foram investidos R$ 50 milhões em um "hospital-conceito".Crise em versoEconomistas em baixa, Paulo Rabello de Castro transfere suas certezas para a SPFW. Estilistas de OESTUDIO escolheram seu livro sobre a crise em Wall Street para tema do desfile.Compondo a trilha sonora, poema lido pelo autor.O poder da seduçãoO emir Mansour Ben Zayed Al Nahyan não vai desistir tão fácil de levar Kaká do Milan para o seu clube, o Manchester City. É que, para ele, não há dinheiro que falte. Sua fortuna é avaliada em US$ 1 trilhão.Se Kaká aceitar, sua parte no contrato equivale a 500 mil libras por semana. Ou seja, R$ 285 mil por dia. Casa novaDepois de cumprir temporada no Teatro Sesc Anchieta, Cássia Kiss leva o seu Zoológico de Vidro para o teatro da Universidade Anhembi Morumbi.A ser inaugurado com esse espetáculo, em março. Os favoritosNo balanço final de A Favorita, o corte de cabelo de Lara, os óculos escuros de Flora e as camisas espalhafatosas de Dodi foram os "campeões de audiência" no ranking de ligações para a central da Globo. Céu do Cruzeiro do Sul na noite de EltonNinguém tem dúvida de que Elton John é hoje um clássico mundial. No entanto, a Sala São Paulo, reconhecida pela perfeição acústica, não foi o melhor lugar para abrigar, quinta-feira, o primeiro show que o cantor fez no Brasil. Escalado para comemorar os 15 anos do Banco Cruzeiro do Sul, Elton acabou enfrentando problemas com o som.Como assim, sala perfeita e som atravessado? Segundo se apurou, a sala está projetada de maneira a que as paredes reflitam o som que atinge o fundo do ambiente. Mas quando se trata de som amplificado, como o de Elton, exige-se justamente o inverso: que as paredes sejam construídas de maneira a absorver o ruído, para evitar que o som chegue ao fundo, bata, volte e se misture. Tanto é verdade que as últimas canções solo de Elton, executadas ao piano, soaram perfeitas. Percalços à parte, assistir à lenda viva em um ambiente fechado foi privilégio raro, restrito a cerca de mil convidados distribuídos entre empresários e banqueiros de peso e socialites, chegando aos governadores José Serra e Sergio Cabral e ao prefeito Gilberto Kassab. Poltronas mais rígidas não permitiram maiores entusiasmos, mas houve, sim, momentos em que a plateia quase... dançou. Cabral tentou se mexer mas acabou se adaptando aos moldes de quem está acostumado a frequentar o local para ouvir concertos de Bach e Mozart. E tendo chegado antes de Serra, ofereceu-se, gentilmente, para ciceronear o governador pela sala "mais bonita de São Paulo"Serra, aliás, ligou para o anfitrião Luis Octavio Indio da Costa oferecendo carro do Estado para passear com o artista. E disse que adorou.Elton John aterrissou às 17h30 e mal teve tempo de passar o som. Na conta do atraso estão os três dry martinis que Indio da Costa tomou para se tranquilizar. Depois do que, pilotou organização impecável.A grande pergunta no ar, durante o show, era: por que, em crise deste tamanho e muito falatório, um banco de médio porte se aventura a trazer um show caríssimo?Segundo se apurou, Indio da Costa virou produtor ao se associar ao também carioca Lulu Niemeyer, em março de 2008. Fecharam contrato para trazer ao País três shows do cantor inglês por algo em torno de R$ 2,5 milhões - quantia paga, à época, com dólar a R$ 1,60. Nessa negociação, o evento do Cruzeiro do Sul entrou na conta-cruzada.Na frenteVem aí mais Maysa. Com direção da sobrinha homônima da cantora, será montada série de shows, em abril. No palco, antigos parceiros de Maysa dividem a cena com a nova geração.Clima de BBB na SPFW. A Oi vai espalhar câmeras nas salas de maquiagem, rampa de acesso e locais de desfiles. Aviso aos loucos por álcool. Começou ontem e vai até domingo a lei seca radical nas águas entre Paraty e Angra dos Reis. Cem militares, divididos em 16 embarcações, estarão circulando pela região com etilômetros na bagagem. Vai ser filmada no Brasil a campanha para a TV da linha que Matthew Williamson criou o verão da H&M. O estilista inglês deve vir acompanhar a gravação in loco. Nos próximos dois anos, as fachadas do casario da ilha de Fernando de Noronha vão ganhar pintura nova. Graças a convênio com a Colgate.A crítica literária Flora Sussekind passa a ser da curadoria do Prêmio Portugal Telecom. O que Cesare Battisti e Dilma Rousseff têm em comum? Ambos são ligados ao PAC. No caso dele, trata-se do grupo terrorista italiano Proletários Armados para o Comunismo.

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