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Rodízio presidencialTalvez tenham sido as companhias. No jantar com 18 sindicalistas e cinco ministros, anteontem, o presidente Lula se mostrou bastante "simpático" à correção na tabela de Imposto de Renda.Mais que isso: sugeriu que as centrais criem um grupo e negociem o assunto com Guido Mantega. A correção foi um dos cinco pontos levados pelos sindicalistas ao presidente, no encontro na Granja do Torto, para reduzir os efeitos da crise. Lula, recém-chegado de Santa Catarina, mostrou-se a favor de liberar o FGTS para os que perderam as casas nas enchentes. E avisou que colocaria um avião da FAB à disposição das centrais que organizarem o recolhimento de doações. No cardápio, frango, lingüiça e carne. O presidente serviu a todos a cachaça "dada por José Alencar".Vôo do BemHoje a Azul faz seu primeiro vôo no Brasil. Não, não se trata de rota regular.A empresa lotou um avião de cestas básicas doadas por seus 400 funcionários, para dar aos desabrigados de Santa Catarina. Vôo do Bem 2 Aécio Neves enviou dois helicópteros para ajudar nos resgates e 105 mil copos de água, para ajudar as vítimas de Santa Catarina. Pretende enviar mais 150 mil copos por dia, assim que descobrir a melhor forma.O filé da SadiaBem que Ivan Zurita, da Nestlé, gostaria de comprar parte da Sadia.Mas, ao que consta, a multinacional reluta em aprovar a idéia pois está "se livrando", no mundo inteiro, de indústrias no setor de carnes.Mr. Hillary vem aíConfirmado. Bill Clinton fará a reunião anual da Clinton Global Iniciative no Rio, em dezembro de 2009. O evento seria em maio, mas foi adiado por causa ida de Hillary para o governo Obama e suas complicações.É que as palavras de Clinton podem ser confundidas com a política oficial do governo. Todos por umDá inveja acompanhar a forma com que Obama monta sua equipe, quebrando as pernas de todos os tipos de oposição. Dentro do partido democrata, escolhendo Hillary e o ex-Tesouro Larry Summers. E aquieta os republicanos, mantendo no cargo o secretário de Defesa Robert Gates, agora com a missão de para arquitetar a retiradas das tropas do Iraque.Imaginem PSDB e PT fazendo o mesmo. Pessoa jurídicaA Casa Fernando Pessoa, em Portugal, pretende impugnar o leilão de todos livros e revistas pertencentes à biblioteca do escritor que estão sendo colocados em licitação pelos herdeiros. Após comprar o acervo do escritor, descobriu: 200 livros estão com a família. Na frenteEm uma singela ponte-aérea Rio-SP um inédito encontro. De Zezé di Camargo e Luciano com José Saramago. Luciano, em momento tiete, tirou fotos, afirmou ser fã do escritor e abençoou: "Que Deus seja bom com você."Com direção de Gabriel Villela, Thiago Lacerda estréia hoje como Calígula. No Teatro do Sesc Pinheiros. Apesar de no Via Funchal caberem 6 mil pessoas, os ingleses do Queen trouxeram para seus shows equipamento usado em estádios para 50 mil. O livro que Isay Weinfeld lança amanhã fez caminho inverso. Escrito em inglês pelo americano Raul Barreneche, a edição foi traduzida para o português depois de pronta.A festa de casamento da chef Morena Leite e Caio Monteiro da Silva começa com forró, dia 13, e termina três dias depois. Em Trancoso.Vinícius Oliveira, mister Rio Grande do Sul e favorito do Mister Brasil 2009, pode perder o trono. Aceitou posar nu, coisa imperdoável nesse meio.Festa dos (des)afinados Foi uma festa e tanto, com direito a jantar e karaokê, a que reuniu a cúpula do DEM, lideranças tucanas e até o ministro José Múcio no apartamento da senadora Kátia Abreu e que entrou pela madrugada de ontem. A boa bebida garantiu a convivência entre partidos antagônicos e estimulou cenas pouco comuns, até nas festas brasilienses. Múcio fez par com Roseana Sarney - que tem cirurgia daqui a duas semanas -, cantando pérolas de Lupicínio Rodrigues. Ronaldo Caiado tomou a anfitriã pelo braço e saiu dançando, ao som de um bolero desafinado por Demóstenes Torres. Enquanto Roseana se orgulhava de ter largado o cigarro, Jorge Bornhausen, ao seu lado, insistia que seu pai, José Sarney, tem de aceitar a candidatura à presidência do Senado. "Vai prevalecer a necessidade política do País", avisava Bornhausen - um alerta aos que esperam de Sarney, num eventual mandato na presidência do Senado, um aliado incondicional de Lula. O Senado quer dele a garantia de governabilidade, sim, "mas com a mesma independência que custou ao Planalto a fim da CPMF". E pertungava: "Entre Tião Viana e Sarney, alguma dúvida de quem fará isso?"Convidados e não convidados foram chegando aos poucos. Tucanos, um após outro, acabaram com a maioria do DEM. O presidente do partido, Sérgio Guerra, espantou-se ao entrar: "Isto aqui já parece comemoração!" Arthur Virgílio, acelerado pela longa sessão encerrada minutos antes, falava da gravidade do empréstimo de R$ 2 bilhões da Petrobrás à Caixa Econômica, para fechar o caixa do ano. Adivinhando que as eleições na Câmara e no Senado eram o prato da noite, o presidente do PMDB, Michel Temer, acabou aparecendo, depois de uma da manhã. Hora em que os convidados se espremiam para conseguir a mágica de dançar, jantar e conversar no mesmo espaço em que um conjunto tocava sem parar. Temer cruzou a sala apertando a mão de eleitores: "Estamos com chances, mas a luta é até o fim", justificava. "Gente, a sabatina é daqui a pouco", avisava José Jorge, candidato à vaga de Guilherme Palmeira no Tribunal de Contas, que estava ao seu lado. Noutro canto, Bornhausen confirmava: "A eleição na Câmara não está ganha, não. Não subestimem esse rapaz, Ciro Nogueira. "Ele é sério, não tem nada de Severino Cavalcanti e tem um bloco significativo em seu apoio."As versões corriam, de roda em roda. O presidente Lula prefere o senador petista Tião Viana , diziam uns. "Ele não terá nenhuma estabilidade e sossego com o Tião", rebatem outros. "Sarney dará a estabilidade que o Lula precisará em 2009", arrisca um terceiro. Eram três da manhã quando a alegria acabou. Ao microfone, um imbatível Demóstenes ainda retomava Lupicínio: "Esses moços, pobre moços/ Ah, se soubessem o que eu sei..."

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