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Canavial encarteiradoNúmeros do Caged comprovam: as cidades onde a criação de novos postos de trabalho fez mais diferença, em termos proporcionais, são, sim, ligadas à cana. Das dez cidades em que houve maior criação de emprego em relação à população, nove estão ligadas ao setor sucroalcooleiro. Dessas, seis estão em São Paulo. É o caso de Braúna, que registrou 3.619 novos empregos com carteira assinada. Nada demais se a população da cidade não fosse de apenas 4.728 pessoas. A também paulista Vista Alegre do Alto criou 4.089 postos frente a uma população de 6.100 pessoas. Por que isso? Reflexo do fluxo migratório que sai do Nordeste em busca de melhores salários no Sudeste.Arlindo Chinaglia, da Câmara, não gostou nada da decisão do Senado de permitir a entrada do pessoal do programa CQC na casa. Na Câmara, eles não entram.Contra o tempoSe tudo der certo, Bernardo Gonçalves de Oliveira, assessor da ministra Dilma, será aprovado hoje pela plenária do Senado como diretor da Agência Nacional dos Transportes Terrestres.Se der errado, como o Congresso entra em recesso dia 18, a decisão fica para agosto.CultureteSanta Catarina, que se gaba de ter a única academia do balé Bolshoi fora da Rússia, negocia intercâmbio com...... a Universidade Fiorentina. Óculos escurosMarta Suplicy e Geraldo Alckmin se encontraram no sábado à noite, na estréia da peça A Reserva, no Teatro Cosipa Cultura, em São Paulo. Ambos estavam sentados na quarta fila, separados apenas por sete lugares. Educados, simplesmente não... se viram.Como era de se esperar, cientes dos dados da pesquisa do fim de semana, Marta era só sorrisos, mesmo sem Luis Favre a seu lado. Alckmin, por sua vez, acompanhado de Gabriel Chalita, não se deu por vencido e fez questão de cumprimentar a todos sem exceção.Michelle Bachelet chegou ontem a Montevidéu com uma comitiva feminina. Está em campanha para eleger a amiga Laura Albornoz: para presidente da comissão de mulheres da OEA.De grau em grauEm jantar sexta-feira, Gilberto Kassab - que não bebe álcool - atirou na lei seca, dizendo, em voz alta, o que muitos pensam em tom baixo: "Ela peca pelo exagero". O prefeito acha que se transplantou pura e simplesmente o modelo da Califórnia, esquecendo-se de considerar a diferença entre o grau de corrupção das polícias de lá e daqui. "Isso vai se transformar mesmo é numa poderosa indústria de achaques", ponderou.O MR-8, grupo radical do PMDB que cultua de Saddam Hussein a Roberto Requião, rompeu com seu líder histórico, Orestes Quércia. A turma se considera traída com a decisão de apoiar Kassab. E resolveu trabalhar pela eleição de Marta Suplicy.Na frenteDe Tropa de Elite às páginas da Playboy. A atriz Maria Ribeiro protagoniza a seção Capas Clássicas da revista. A inspiração? Edição de novembro de 1965. Mal saiu do cativeiro e os roteiristas e produtores já estão de olho. Segundo o El Pais, a cadeia de televisão colombiana RCN vai produzir filme sobre a operação militar que permitiu o resgate de Ingrid Betancourt. O diretor será Simón Brand. Está em estudo a adaptação de Vale Tudo - O Som da Fúria de Tim Maia, de Nelson Motta, para cinema ou televisão. Por quem? O segredo é guardado a sete chaves.A coordenadora de programação do Festival Internacional de Cinema e TV de Genebra, Jasmin Basic, está interessada no seriado Antonia, da TV Globo. Quer exibi-lo durante a mostra, em outubro.Wanderley Luxemburgo faz apresentação hoje na MPM, de Bia Aydar, para a série Case que Inspira. O cinema independente vai prestar homenagem a Yves Saint-Laurent, no Sundance Film Festival. Em janeiro. De um gaiato, entre uma cachaça e outra em Paraty: "A Flip é o máximo. O que estraga são essas mesas com autores".Impressão DigitalSuzana Villas BoasFoi agitado o leilão em prol de novo cinema em Paraty, sábado, organizado pela produtora. Das 92 cadeiras ofertadas, 60 foram arrematadas, arrecadando-se R$ 500 mil. O intuito, segundo Suzana, é chegar a R$ 1 milhão. Ela acredita que a obra vá terminar a tempo do Festival de Cinema, em outubro de 2009, a ser realizado nos moldes da Flip. Os cinéfilos unidos agradecem. Ecos da FlipSerá divulgado, em setembro, o nome do homenageado da sétima edição da Flip. Os mais cotados são Graciliano Ramos, Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Mello Neto e Mário de Andrade. Vão "suceder" Machado de Assis que, inexplicavelmente, foi lembrado somente na mesa de abertura da feira e em eventos paralelos.Quando começou, a Flip custou R$ 1,5 milhão, bancado por particulares, ante R$ 4 milhões pagos hoje por Unibanco e Oi. A festa deste ano acabou não tendo o mesmo brilho de algumas das anteriores, segundo veteranos. É que com a saída do diretor de programação Cassiano Elek Machado, o substituto Flávio Moura teve que correr contra o tempo. A principal reclamação se concentrou nos mediadores.Uma das saias justas se deu na mesa Fábulas Italianas. Empolgado, o mediador Manuel da Costa Pinto acabou falando mais do que os convidados. O italiano Alessandro Baricco, diante de uma pergunta que mais parecia uma tese de mestrado, não resistiu: "Acho que eu é que vou fazer perguntas para você".Em mesa dominada por mulheres, a escritora portuguesa Inês Pedrosa ponderou sobre as agruras do sexo feminino. E contou que quando era editora da Marie Claire, se vingou ao entrevistar Jorge Sampaio, então candidato à presidência de Portugal. "Perguntei como ele conseguia conciliar as tarefas de casa com as públicas e se seus filhos reclamavam da sua ausência", contou, provocando risos. A britânica Liz Calder, fundadora da Flip, vendeu sua casa em Paraty para poder comprar uma casa para a filha, em Cambridge, e outra para o filho, no Rio de Janeiro. O inglês Neil Gaiman adorou a Flip, que, segundo ele, superou uma feira na China em que colocaram um panda no seu colo. E disparou: "O Brasil não tem pandas, mas tem Tom Stoppard."Ontem, quando os visitantes da Flip já tinham voltado para casa, a concorrida Tenda dos Autores foi tomada por uma platéia muito especial: 450 moradores de Paraty, a maioria deles professores e estudantes. Animada, a turma assistiu a uma mesa-show com José Miguel Wisnik.

O Estadao de S.Paulo

08 de julho de 2008 | 00h00

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