Direto da Fonte

Eu acho que 2008 vai ser...ROGER AGNELLIO presidente da Vale está bastante otimista. "Na empresa, esperamos bons resultados este ano, já que investimos forte em todos os setores. Produção e produtividade vão crescer e estamos aprofundando o corte de custos. Em 2007 já tivemos algumas vitórias, mas este será o ano da consolidação. Como, ao que tudo indica, 2008 será bom para o mercado, estamos preparados para bater novos recordes. Quanto à economia brasileira, ela deve ir bem. O crescimento está se acelerando e, no caso do dólar, acho que o grande impacto já aconteceu, em termos de valorização do real. Precisamos apenas ficar atentos à inflação, que está afetando o mundo inteiro."MAITÊ PROENÇA"Gostaria de ver uma maior delicadeza neste ano que entra, uma delicadeza que se perdeu, em todas as áreas. Na rua, no Congresso. E de um freio na mania brasileira de achatar o entorno para se sobressair."O que esperar do governo?v"Nada, infelizmente. Nem deste nem de qualquer outro."ALEXANDRE SCHWARTZMAN Um dos melhores economistas da sua geração, Schwartzman está mais otimista que muitos colegas. Acha que o ano de 2008 não será pior que 2007. "Temos uma situação menos sólida. Mas como o País é pouco integrado na economia mundial (as exportações significam hoje 14% do PIB), os efeitos externos não serão tão gigantescos." Principal preocupação? Gastos públicos. ARMÍNIO FRAGA"Não vai ser nenhuma catástrofe, mas 2008 será certamente pior que o ano que passou", aponta o sócio da Gávea Investimentos.A economia americana, para ele, tem mais de 50% de chance de desacelerar. E o Brasil? "No cenário mais adverso, o PIB do País pode cair de 5% para 3%."ALEXANDRE HERCHCOVITCHDe maneira clássica, o estilista faz seus votos: "Espero que o ano de 2008 seja melhor que 2007 para todo o mundo. Com menos preconceito, mais entendimento e respeito entre as pessoas."ZÉ PEDRO"Mais talento, menos celebridade." É o recado do DJ, um apaixonado por música brasileira e conhecido por sua língua afiada. Para o restante do mundo, ele pede... "a mesma coisa".JORGE GERDAUComo muitos, o presidente do Grupo Gerdau acha que o grande dilema de 2008 está no cenário financeiro mundial. Mas, cauteloso como poucos, não arrisca maiores previsões. "Dois fatores definem nosso sucesso, hoje: queda do risco-país e redução dos juros de longo prazo, que fez crescer o crédito e a economia." Se houver forte turbulência externa, ela afetará, sim, o Brasil. Quanto? "Só o tempo dará a dimensão real."KAKÁ"O novo ano para mim será único: vou ser pai pela primeira vez. Assim, o que espero é que 2008 seja tão bom quanto foi 2007. No lado profissional, o ano que acaba foi inesquecível, acima das expectativas. Espero que se repita, com novos títulos e vitórias, tanto para mim quanto para o Brasil."MARIANA WEICKERTA apresentadora não tem um desejo específico para o Brasil ou para o mundo. Vai mais longe: "Espero, antes de tudo, que a humanidade tenha muita tolerância e inteligência."MARCOS AZAMBUJA"A questão é saber se a desaceleração da economia americana se encaminha para um soft landing em 2008 ou se é o prenúncio de uma verdadeira recessão. No primeiro caso, a vitalidade da China e das economias dos outros grandes emergentes, a força do euro e a do yen poderão permitir que se mantenha, apesar das turbulências, o impulso dos últimos anos. Na política internacional, se não houver evolução catastrófica no Iraque e na ação do terrorismo internacional, o projeto nuclear do Irã aparece como o maior risco em escala regional e mundial."ColaboraçãoSilvia Penteadosilvia.penteado@grupoestado.com.brDoris Bicudodoris.bicudo@grupoestado.com.brGabriel Manzano Filhogabriel.manzanofilho@grupoestado.com.brProduçãoMarília Neustein marilia.neustein@grupoestado.com.br Elaine Friedenreichelaine.fried@grupoestado.com.br

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