De volta ao começo, o Viper faz o chão tremer hoje na Vila

Reunido, grupo lança à noite All My Life, novo álbum pelo selo Eldorado, que também foi sua companhia na estréia, em 1990

O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2025 | 00h00

Nos anos 90, além do Sepultura, apenas uma outra banda de metal pesado fazia expressivo sucesso no exterior: os garotos do Viper, cuja média de idade estava ali nos 20 anos e que, ao contrário da tradição metaleira, não vinham da periferia, mas de Higienópolis e imediações. No Japão, em 1992, eles foram mais tocados do que Van Halen e Nirvana. Bateram, em listas de preferência crítica, nomes como Iron Maiden e Danzig.Passados 17 anos de sua estréia pelo selo Eldorado, com o celebrado Theatre of Fate, o Viper está de volta à gravadora e aos palcos - já não tão garotos. A banda lança hoje um novo disco, All My Life, no Coppola Music (Rua Girassol, 323, entre as ruas Aspicuelta e Wisard, na Vila Madalena) das 20 às 23 horas. Como aperitivo, o grupo deve tocar umas cinco músicas do novo álbum.Com novo vocalista, Ricardo Bocci (o original era André Matos, que há muito tempo se bandeou para o lado do Angra e do Shaman), a banda de Pit Passarell (baixo e vocais), Felipe Machado (guitarras), Renato Graccia (bateria) e Val Santos (guitarras) volta ao início também no conceito musical.Estão de volta ao metal melódico dos seus discos mais bem-sucedidos, Evolution e Theatre of Fate. Mas, segundo o baixista Pit Passarell, seu som não tem nada a ver com o metal melódico que predomina na praça hoje em dia. ''''É um som meio pirulitagem, do tipo ''''mamãe, olha como eu sei tocar bem'''''''', ele brinca. ''''O Viper também tem o lance do virtuosismo, mas não aquela coisa onanista, chata. O mais importante é a canção'''', frisa.Para Passarell, é como se o grupo estivesse fechando um ciclo. ''''O som do Viper sempre mudou, mas agora é meio que uma volta ao que éramos no início da carreira'''', diz o baixista. Eles, que fazem músicas primordialmente em inglês, pararam com o grupo - ironicamente - logo após gravarem um disco em português no Rio de Janeiro. Yves Passarell acabou indo parar no Capital Inicial, onde está até hoje, e o grupo desfez-se.Há dois anos, uma amiga ouviu dizer que eles procuravam um novo vocalista e colocou um anúncio na internet. A banda nem tinha tomado essa decisão de fato, mas choveu correspondência de cantor pleiteando o lugar. Eles fizeram umas audiências e acabaram escolhendo Ricardo Bocci.Desde então, o Viper prepara-se para recuperar o caminho das turnês, aquelas que os levaram até a Alemanha, Estados Unidos e o Japão no passado. Foi um tempo glorioso: a canção Prelude to Oblivion, do Viper, chegou a bater no Japão a música You Could Be Mine, do Guns ''''N Roses. Acesse o site do Viper.

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