De olho no mercado da capital federal

Primeira edição da feira SP-Arte Brasília exibe, entre quinta, 5, e domingo, 8, obras avaliadas em até R$ 3 milhões

Camila Molina, O Estado de S.Paulo

04 Junho 2014 | 02h06

Identificada como a cidade com a maior renda per capita do Brasil, Brasília tem ainda como atrativo ser um eixo de ligação do Sudeste com localidades do Nordeste, Centro-Oeste e Norte do País. Esses são pontos que a diretora da feira SP-Arte, Fernanda Feitosa, destaca para definir a escolha de a capital federal abrigar, entre quinta, 5, e domingo, 8, a primeira extensão do evento mercadológico para além de São Paulo (onde ocorre, originalmente, desde 2005). Ao todo, 35 galerias nacionais levam agora para o público brasiliense e de localidades próximas obras modernas, contemporâneas e populares avaliadas em até R$ 3 milhões.

"Há vários colecionadores de Brasília que frequentam a feira em São Paulo", diz Fernanda Feitosa. "A cidade tem um mercado a ser desenvolvido, tem mais de nove museus", destaca a advogada, exemplificando também o interesse crescente de compradores de Goiás e Fortaleza por arte. "Há muitos anos havia pensado em fazer caravanas do evento para outros lugares, como o interior de São Paulo." Primeiramente, afirma a diretora, pensou-se em concretizar edições da SP-Arte/Foto para fora da metrópole paulistana, mas a capital federal já se apresentou como ponto estratégico de fôlego para a realização de uma empreitada mais ampla.

Com a exibição de obras de artistas históricos do calibre de Candido Portinari, Antonio Bandeira e Di Cavalcanti - avaliadas numa faixa entre R$ 800 mil e R$ 3 milhões -, e peças contemporâneas com preço médio em torno de R$ 50 mil, a SP-Arte Brasília, abrigada no shopping Iguatemi, no Lago Norte da cidade, reúne expositores de cinco Estados brasileiros - São Paulo, Rio, Minas Gerais, Bahia, Paraná e Distrito Federal (este último, representado pelas galerias A Casa da Luz Vermelha, Clima, Gabinete de Arte e Referência). Já entre paulistanas e cariocas, participam Nara Roesler, Vermelho, Anita Schwartz e Lurixs.

A feira tem entrada gratuita e promove, até seu término, programação com debates e lançamentos de livros. Segundo Fernanda Feitosa, o evento não foi realizado com o uso de recursos via Lei Rouanet.

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