De Boal a Fagundes, história recuperada

Site permite navegar pela fase histórica do palco que sedimentou cena nacional

Beth Néspoli, O Estadao de S.Paulo

27 de novembro de 2008 | 00h00

Palco da estréia de Eles Não Usam Black-Tie, de Guarnieri, em 1958, sob direção de José Renato, espaço de afirmação da dramaturgia nacional nas décadas de 50 e 60, onde centenas de artistas talentosos iniciaram e sedimentaram sua carreira, o Arena já tem reconhecida sua dimensão no teatro brasileiro.Num país que muitos insistem em apontar como ?sem memória?, não há mais desculpa para desconhecer a importância do Arena. Deve-se a um grupo contemporâneo, a Cia. Livre dirigida por Cibele Forjaz, um grandioso trabalho de recuperação da história desse teatro que abriu suas portas ao público no dia 1º de fevereiro de 1955. Basta procurar Arena 50 anos no site de busca Google para se deparar com o endereço www2.uol.com.br/teatroarena/arena.html, o primeiro da lista. Acessá-lo é entrar em contato com ampla e minuciosa pesquisa sobre a fase histórica do Arena realizado pela Cia. Livre ao ocupar o teatro, por ocasião do aniversário de 50 anos da casa.Nesse site, podem ser conferidos programas, fichas técnicas, críticas da época e fotos de cada um dos espetáculos do Arena. Vale ressaltar a importância da atriz Isabel Teixeira, atualmente no elenco da peça Rainha(s), à frente dessa pesquisa.O site traz na íntegra textos preciosos de análise estética e política desse coletivo, entre eles, um estudo assinado pela crítica do Estado Mariangela Alves de Lima e publicado no número 24 da revista Dionysios, em 1978. Traz ainda um ?quem é quem? com centenas de nomes, desde Boal até outros pouco associados ao Arena, como Antônio Fagundes.

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