Cronologia

1608 No dia 6 de fevereiro, em Lisboa, nasce Antônio Vieira. É o primogênito de quatro filhos de Cristóvão Vieira Revasco ( escrivão alentejano) e de Maria de Azevedo (lisboeta), com quem aprende a ler e a escrever. A avó paterna era negra. 1615 Antônio Vieira e a mãe mudam-se para a Bahia, onde o pai está desde 1609. Em 1623 , entra para o Colégio dos Jesuítas em Salvador da Bahia. Nos anos seguintes se dedica ao estudo das línguas nativas. Em 1626, Vieira é enviado para o Colégio de Olinda (Pernambuco), onde ensina retórica. 1633 Faz a pregação dos primeiros sermões em Salvador, dois anos antes de ser ordenado padre. Depois do ataque de 1624, os holandeses voltam à carga, em 1640, tentando ocupar Salvador. Vieira proclama o Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal Contra as da Holanda, em maio. Em dezembro se dá restauração da Monarquia portuguesa e D. João IV é aclamado. Em 1642, ele diz o primeiro sermão na Capela Real: o Sermão do Ano Bom no primeiro dia do ano. No ano seguinte, sugere ao rei a criação de companhias de comércio e o cultivo de especiarias da Índia no Brasil. Em 1646, começa as missões diplomáticas em nome da Coroa portuguesa. 1649 Idéia de padre António Vieira, a Companhia Geral do Comércio do Brasil é criada, com o monopólio do comércio do bacalhau, azeite, vinho e trigo. Primeiras denúncias à Inquisição. Começa a redigir a História do Futuro. Em 1653, chega ao Maranhão como superior dos missionários jesuítas do Maranhão e Pará. Prega o primeiro grande sermão contra a escravatura, o Sermão das Tentações. 1659 Carta de Vieira ao seu amigo padre André Fernandes, bispo titular do Japão, intitulada Esperanças de Portugal, onde expõe a sua visão do Quinto Império do Mundo. No ano seguinte, Fernandes é intimado a entregar o escrito no Santo Ofício (tribunal da Igreja Católica para julgar crimes contra a fé). Em 1662 , a Inquisição instaura um processo por delito de heresia. Dois ano depois, Vieira é condenado à prisão pela Inquisição. 1665 Vieira fica confinado até ao fim do processo. Entrega a sua defesa ao Santo Ofício no ano seguinte. Em 1667, Vieira é sentenciado pelo tribunal eclesiástico a viver confinado em Lisboa, com a interdição de pregar. Um golpe de estado afasta d. Afonso VI, entregando a regência a d. Pedro, seu irmão. Em 1668, Vieira é libertado em junho, mediante decreto do Santo Ofício a conceder o perdão das suas penas. 1669 Parte para Roma a fim de anular as limitações impostas pela Inquisição, onde freqüenta a cúria romana e fica até 1675. Vieira obtém, em 1674, do papa Clemente X, a suspensão de todas as atividades do Tribunal da Inquisição em Portugal e o direito de os cristãos-novos (judeus convertidos ao cristianismo) recorrerem das condenações. D. Pedro II exige o seu regresso a Portugal. 1679 Publicação do primeiro volume da edição portuguesa dos Sermões, organizada pelo próprio Vieira e chamada de editio princeps, que teria 12 volumes. Em 1681, embarca definitivamente para Salvador, Bahia. Por causa das pressões de d. Pedro II e dos bispos portugueses, o papa restabelece o tribunal do Santo Ofício. Recomeçam em Portugal as execuções - os autos-de-fé. Estudantes de Coimbra queimam em efígie o padre Antônio Vieira, festejando o retorno da Inquisição. Em 1682, é criada a Companhia do Comércio do Maranhão, sugerida por Vieira. No ano seguinte, depois da morte de d. Afonso VI, d. Pedro II é declarado rei. 1697 Preparou para publicação o 12º volume dos Sermões, que seria realizada em 1699. Ditou a sua última carta em 12 de julho. Padre Antônio Vieira morre em Salvador em 18 de julho. A arca onde estavam guardados muitos dos seus manuscritos desapareceu. Em 1720, os seus ossos, enterrados no Colégio dos Jesuítas, foram colocados numa urna que também sumiu.

O Estadao de S.Paulo

02 Fevereiro 2008 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.