Crítica visão de Steven Spielberg sobre o perigo do armamentismo

O clássico romance A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells, criou história também em outras mídias, inspirando o rádio e o cinema - a mais recente versão é a de Steven Spielberg, cartaz de hoje do Telecine Pipoca, que o exibe às 22 horas.Rodado há quatro anos, em plena Guerra do Iraque, trata-se de uma crítica ao belicismo, particularmente no papel vivido por Tim Robbins. Ele é o homem que, diante da invasão da Terra por alienígenas assassinos, acredita que bala se responde com bala. O contraponto está no personagem de Tom Cruise, que busca a solução por outros caminhos, menos violentos. Assim, Robbins representa a então face do governo americano, liderado por George W. Bush. E Cruise, a parcela da humanidade que ainda acredita no poder do diálogo.Spielberg, no entanto, não é tão naïf, pois seus alienígenas chegam para matar e destruir. Ou seja, embora não seja a solução ideal, o armamentismo é uma questão que não se pode desprezar.O diretor aproveita ainda para tratar dos problemas da paternidade na figura de Cruise, que encontra a então impossível reconciliação com os filhos diante da ameaça do fim do mundo. Um filme assustador.

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