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Cristo velado é atração do Museu de Arte Sacra

Projeção holográfica da escultura de Sanmartino mostra obra-prima de capela napolitana em tamanho natural

Antonio Gonçalves Filho, O Estado de S. Paulo

04 de junho de 2015 | 20h07

Desde a última quinta-feira, 4, dia de Corpus Christi, o Museu de Arte Sacra abriga uma exposição temporária em que se destaca a projeção holográfica de uma escultura monumental produzida em 1753 pelo artista napolitano Giuseppe Sanmartino (1723-1793), Il Cristo Velato, assim chamado por representar o Cristo morto coberto por um sudário transparente, esculpido a partir do mesmo bloco de mármore que deu origem ao corpo.

Obra-prima da escultura mundial – que levou Antonio Canova, um dos maiores escultores italianos, a dizer que daria dez anos de sua vida para ser seu autor –, o Cristo Velado não pode sair da Capela Sansevero de Nápoles. A obra representa para a cidade o mesmo que o Davi de Michelangelo para Florença, atraindo milhares de turistas todos os anos.

A solução encontrada pela curadora Maria Inês Lopes Coutinho e o diretor do Museu de Arte Sacra, José Carlos Marçal de Barros, foi encomendar a projeção volumétrica da escultura idêntica à original, exibida na mostra ao lado de outras 20 esculturas reais do mesmo século 18, entre elas a figura de um Cristo em madeira proveniente da Áustria ou da Alemanha, que evidencia as diferenças formais entre as escolas italiana e alemã.

A escultura de Sanmartino é tão perfeita e o sudário tão transparente que uma lenda cercou sua execução: o príncipe que a encomendou, Raimondo di Sangro (1710-1771), teria orientado o escultor Sanmartino a esculpir o tecido seguindo uma técnica alquímica. O tempo e o exame da obra provaram que, apesar do efeito de transparência, o sudário foi esculpido com o mesmo mármore.

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