Cresce venda de ingressos em ano com visitação igual

Problema estrutural da cidade impede que evento receba mais turistas

Ubiratan Brasil, PARATY, O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2008 | 00h00

A realidade dos números foi favorável aos organizadores da Flip deste ano: a quantidade de visitantes à cidade foi praticamente a mesma do ano passado (20 mil), enquanto a venda de ingressos aumentou (foram 36.600 bilhetes, em uma primeira avaliação). ''Com isso, a Flip tanto dinamizou a economia da cidade como manteve sua colaboração em resolver os problemas estruturais de Paraty'', disse Mauro Munhoz, da Associação Casa Azul, responsável pelo evento.A fragilidade das estruturas do município continua como principal problema. Paraty já é segunda cidade mais visitada do Rio de Janeiro, ultrapassando Búzios. Segundo o consultor internacional Joseph Chias, da Chias Marketing, contratada para traçar o Plano de Desenvolvimento do Turismo Cultural de Paraty, a cidade recebeu 352 mil turistas nacionais e 48 mil internacionais em 2006. A intenção é que o número total se estabilize para evitar que a cidade entre em colapso, como já se ameaçou - no ano passado, por exemplo, um blecaute atacou quase toda a região do centro histórico na noite de sábado, momento em que a visitação atinge seu pico.Uma das alternativas lançadas neste ano foi a transmissão ao vivo pela internet. No primeiro dia de debates, quinta-feira, foram cerca de 1.500 visitas, com mais de 7 mil page views. Dados parciais do dia seguinte foram mais animadores, apontando para 3.990 visitas e mais de 20.500 page views (aumento de 170%) apenas nas mesas ocorridas pela manhã.''A Flip continua diferenciada entre outros festivais literários do mundo'', comentou a inglesa Liz Calder, uma das criadoras do evento. ''Há uma integração entre autores, editores e a própria cidade que cria um ambiente agradável, o que impressiona especialmente os escritores estrangeiros.''Segundo ela, a intenção é que a Flip continue buscando novos horizontes, com a vinda de escritores especialmente da região ao leste da Europa. ''Já pensamos em trazer, por exemplos, japoneses e australianos.'' É o mesmo interesse do diretor de Programação Flávio Moura, que foi confirmado no cargo para mais uma temporada. ''O interesse não é trazer celebridades, pois o que interessa é o estímulo ao debate de idéias'', afirmou ele, rebatendo críticas de que, nesta edição, faltou uma ''Gisele Bündchen'' das letras. ''Hoje em dia, as pessoas estão mais preparadas para discutir a obra de Tom Stoppard, por exemplo.''

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.