Cotas em debate

TV paga Regulamentação: Deputado questiona setor concentrado

Cristina Padiglione, O Estadao de S.Paulo

13 de agosto de 2008 | 00h00

Ao fim do painel sobre o Projeto de Lei 29, vulgo PL 29, ontem, na feira da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), a discórdia sobre a imposição de cotas para produção nacional em canais pagos foi superada por outra questão: o empacotamento dos canais. Segundo a proposta, defendida pelo deputado Jorge Bittar (PT-RJ), ali presente, cada pacote terá de abrigar pelo menos 30% de emissoras de conteúdo nacional e, dessas, não mais que 25% poderão ser do mesmo grupo."Entendo as razões do Alexandre Annenberg (presidente do setor), que defende os interesses da ABTA, de um mercado concentrado, de dois grupos (Net e Sky representam 78% do bolo)", encerrou o deputado Bittar (PT-RJ). "Respeito esses dois grupos, mas quero mais", concluiu.Ao fim do painel, Annenberg disse que "de novo se perdeu muito tempo discutindo cotas" (tema que ele próprio questionou no início do debate) e que o objetivo do setor "não é esse". "Concordo com o Alexandre", aproveitou Fernando Dias, ali representando as produtoras independentes. E emendou: "Então, a questão das cotas está resolvida, fica como está no projeto".

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