Construindo a Bienal

Entre martelos e vassouras, a polêmica mostra, a ser aberta no domingo, levanta, sacode a poeira e organiza seu ''vazio''

Camila Molina, O Estadao de S.Paulo

23 de outubro de 2008 | 00h00

A 28ª Bienal de São Paulo - Em Vivo Contato vai ser inaugurada no sábado para convidados e no domingo, a partir das 10 horas, para o público. Artistas, montadores, curadores e funcionários correm contra o tempo para fazer os últimos preparativos do evento. Essa edição foi apelidada de "Bienal do Vazio", pelo fato de seus curadores terem, proposital e simbolicamente, deixado vago o segundo pavimento do pavilhão do Ibirapuera. Assim, haverá uma seleção menor de artistas, apenas 42, sendo que muitos deles nem participam da forma expositiva convencional, mas em projetos especiais, como as performances.Mesmo mais enxuta e arejada que as mega-edições anteriores, que contavam sempre com mais de uma centena de artistas por todo o pavilhão, a 28ª Bienal tem muito trabalho braçal pela frente, para que se organize da melhor forma possível esse seu conceito de ?vazio?. Assim, quem nadou de braçadas nesta semana, a pedido do Caderno 2, foi o repórter fotográfico da Agência Estado Tiago Queiroz, autor do ensaio fotográfico desta página. Ele passou esses últimos dias vagando pelo pavilhão da Bienal, registrando o clima e a chegada das ?obras?.Tiago Queiroz, de 32 anos, conta que foi sua primeira cobertura especial de uma Bienal de Artes. Passeando pelo extenso prédio projetado por Niemeyer à procura das melhores imagens, o jovem fotógrafo teve a oportunidade, por exemplo, de registrar o artista romeno Mircea Cantor instalando o seu "tapete voador", que ficará dependurado no terceiro andar do pavilhão. Há também o poético registro da pausa para o descanso das faxineiras na arquibancada do auditório montado nesse mesmo andar. Desfrute deste aperitivo.

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