Como nasce uma companhia oficial

EXCELÊNCIA: A criação da São Paulo Companhia de Dança nasceu sob polêmica, contestada principalmente por integrantes do setor. A verba concedida pela Secretaria do Estado da Cultura de R$ 13 milhões anuais gerou discussões acaloradas de bailarinos e vários grupos paulistas, que receberam o fomento equivalente a 10% desse valor. Afora isso, um orçamento avaliado em R$ 300 milhões servirá para a construção de um megacomplexo cultural na antiga rodoviária da Luz que, entre outras funções, vai abrigar permanentemente a companhia oficial. A partir de uma entrevista exclusiva com o secretário do Estado da Cultura, João Sayad, publicada no Caderno 2 em 29 de janeiro do ano passado, inúmeros apoios e críticas à nova companhia foram recebidas na Redação. Entre as críticas, a do coreógrafo e bailarino Sandro Borelli: "A dança precisaria de um projeto cultural sério e ético, para privilegiar a formação de uma classe, provocando mudança de pensamento." Para Sayad, conforme declarou ao Estado na entrevista de 2008, uma companhia de excelência "emula todo o campo da dança. O Brasil precisa ser um lugar que produza excelência e não somente a compre fora. "

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