Coletânea de textos escritos por judeus no Brasil

O que pensavam e sentiam os judeus vindos dos países do Leste Europeu para morar no Brasil na primeira metade do século 20? A resposta está contida em 30 contos de 13 autores selecionados no pioneiro O Conto Ídiche no Brasil (Humanitas, 402 págs., R$ 35), que será lançado hoje, às 20 horas, no Centro da Cultura Judaica.O pioneirismo se deve à diversidade de contistas e de abordagens. E pelo duplo movimento de entender a terra desconhecida e de preservar as raízes. ''''Os contos tratam da dificuldade de adaptação, da estranheza das coisas novas e dos problemas brasileiros, mas o ídiche é usado também para preservar a cultura'''', explica Genha Migdal, professora da USP e organizadora da publicação ao lado da docente Hadasa Cytrynowicz. A coletânea tem textos traduzidos do ídiche, escritos antes e depois da 2ª Guerra Mundial (1939-1945). Os resultados negativos operados pelo Holocausto na cultura judaica se fazem sentir nas letras.O idioma revela o universo judaico, ameaçado pelo anti-semitismo crescente na primeira metade do século passado. O ídiche nasceu no vale do Rio Reno, na Alemanha, no século 10º e sua base germânica recebeu a influência do latim vulgar. Ele tomou contato com as línguas eslavas depois da Peste Negra (século 14) e ganhou estrutura gramatical nos anos 1920.Serviço O Conto Ídiche no Brasil. Hadasa Cytrynowicz e Genha Migdal (org.). Centro da Cultura Judaica. R. Oscar Freire, 2.500. Hoje, 20 h

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