Colecionadores mantêm arte do País, diz galerista

Antônio Almeida critica a falta de investimentos em museus e centros

Eduardo Gayer, especial para o Estado

05 de abril de 2019 | 03h00

Sócio-proprietário da Galeria Almeida e Dale, Antonio Almeida é enfático: museus e centros culturais do Brasil só conseguem realizar grandes exposições em parcerias com a iniciativa privada. “Quem acredita, quem investe e quem mantêm a arte brasileira são os colecionadores", diz. 

A razão disso, para ele, é o fato de que os governos não investem o suficiente no setor, de modo a criar condições para que instituições do País consigam, sozinhas, manter bons acervos e posicionar-se de maneira adequada no mercado. “Não tem como ter grande mercado de arte onde não há instituição, não há acervo, não há museu.” Segundo o portal Siga Brasil, do Senado Federal, o governo federal investiu 151,7 milhões de reais no Instituto Brasileiro de Museus, autarquia que gere o setor.

É importante frisar, no entanto, que outros grandes centros culturais do mundo, como o MoMA, em Nova York, o Louvre, em Paris, e a National Gallery, em Londres, também contam com ajuda da iniciativa privada para manter funcionamento e expandir o acervo. 

De qualquer forma, o galerista reconhece que a arte brasileira está em uma crescente e, cada vez mais, ganha espaço no cenário mundial. “Nós somos o principal mercado de arte da América do Sul. Mas, claro, não há como comparar com o mercado americano, que é muito mais forte. Por lá, qualquer cidade que você for há museus maravilhosos. Na Inglaerra, a mesma coisa”, completa. 

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