Cinco olhares sobre a violência nas cidades

Companhia de Teatro X quer fazer de sua sede recém-aberta no bairro Bela Vista ponto de encontro de grupos paulistas

Beth Néspoli, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2001 | 00h00

O espetáculo O Cobrador, transposição para o palco do conto homônimo de Rubem Fonseca, abre hoje a Mostra Olhares Urbanos no Teatro X. Até o fim de setembro, cinco montagens criadas por grupos teatrais paulistanos serão apresentados nesse espaço recém-aberto pela companhia dirigida por Paulo Fabiano, diretor e ator de O Cobrador. Em comum, o olhar sobre a metrópole, em especial sobre a violência e suas causas.Criado em 1998, o grupo Teatro X está em sua terceira sede, sempre mantidas com poucos apoios e muita dificuldade, mas igualmente sempre transformadas em pontos de encontro de grupos. ''''Com essa mostra estamos tentando reiniciar esse movimento. Nosso objetivo é que o Teatro X volte a ser local de reunião de artistas e espaço de debates'''', diz Fabiano.Situado na Rua Rui Barbosa, no bairro Bela Vista, a atmosfera acolhedora do Teatro X é fruto de uma criativa reforma no espaço onde até o ano passado funcionava um misto de funilaria e oficina mecânica. Ao entrar no local, o público se depara com um simpático barzinho no qual vale apreciar as mesas. A atriz Mônica Negro e o ator Paulo Cantandeiro, ambos integrantes da Cia. Teatro X, fizeram desses móveis pequenas obras de arte ao forrá-las com páginas de quadrinhos.Toda sexta-feira, numa espécie de sessão nostalgia, o público do bar - também espectador das peças ou não - pode escolher a música que quer ouvir em discos de vinil. ''''Quem quiser, pode levar LPs para tocar lá'''', diz Fabiano. A julgar pela sexta-feira em que o Estado foi conferir O Cobrador, a escolha das músicas acaba por provocar uma calorosa conversa coletiva.Atravessando bar e saguão chega-se à sala teatral. Ali o espectador poderá ver ou rever peças que já ficaram em cartaz na cidade, algumas premiadas e com bastante sucesso de público, como A Medusa de Rayban, a primeira montagem do Cemitério de Automóveis, fundado em Londrina (PR), a terse dá entre eles - alguém humilha alguém de outra classe social.'''' A violência de governo é tema de Sabiá, da Cia. Faroeste. ''''A partir do reencontro de duas mulheres, a peça trata do desaparecimento de presos políticos e da corrupção.''''

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