Cidade é locação de O Menino da Porteira

Se o 1º Festival Paulínia de Cinema tem como um dos pilares abrir uma janela para o público do interior paulista, nada melhor que o longa-metragem O Menino da Porteira para afirmar de vez a valorização do cinema que atrai público e crítica, em uma fórmula que alia temas de grande apelo popular à ótima qualidade técnica. Exemplo? ''2 Filhos de Francisco é um. Precisamos resgatar este cinema. Há um imenso número de espectadores para o gênero'', comentava, na tarde de sexta-feira, Moracy do Val, produtor do filme, enquanto o diretor Jeremias Moreira comandava sua equipe a poucos quilômetros do Theatro Municipal de Paulínia, onde, na mesma tarde, os organizadores do festival anunciavam o evento.Projeto do arquiteto Sole, o mesmo da Sala São Paulo, é no Theatro de Paulínia (que tem capacidade para 1,3 mil pessoas e será o palco principal do festival) que no fim do ano Jeremias irá exibir o seu novo filme. Sucesso em 1976, O Menino da Porteira foi visto por mais de 4 milhões de pessoas no cinema e tinha a clássica canção sertaneja como tema e Sérgio Reis como protagonista. Trinta anos depois, ganha remake dirigido pelo mesmo diretor.O cantor Daniel vive o papel do peão Diogo, José de Abreu será o vilão Major Batista, e o menino é vivido por João Pedro Camargo. ''É uma produção impecável, com orçamento de R$ 6 milhões e distribuição da Sony. Além de ter o apoio da Film Comission de Paulínia, a fotografia é assinada por Pedro Farkas. Não é porque é popular que tem de ser malfeito'', diz Moracy do Val, que esquematizou toda uma estratégia de pré-estréias: ''Vamos estrear O Menino da Porteira pelos rodeios interior. É deste universo que o filme trata. É até ele que vamos chegar. O brasileiro quer se ver nas telas.''

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