Ludovic Marin/ AFP
Ludovic Marin/ AFP

China condena roubo nos EUA do polegar de um dos guerreiros de Xian

As 8 mil escultura foram descobertos em 1974

AFP

20 de fevereiro de 2018 | 12h28

As autoridades chinesas pediram um "castigo severo" para o homem que roubou o polegar de um dos famosos guerreiros de terracota de Xian, que estavam expostos nos Estados Unidos.

Segundo os documentos da Justiça americana consultados pela AFP, um homem de 24 anos foi detido pelo roubo, cometido pouco antes do Natal durante uma festa no museu Franklin Institute, na Filadélfia, onde havia dez soldados expostos.

De acordo com o relatório de um agente do FBI (a Polícia Federal americana), o suspeito entrou ilegalmente na sala de exposições e tirou uma "selfie" com um guerreiro de terracota. A peça está avaliada em US$ 4,5 milhões. Depois, quebrou o polegar e levou com ele, completa o boletim policial.

O museu informou o roubo em 8 de janeiro.

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O FBI localizou o suspeito em Bear, em Delaware, e admitiu ter levado o polegar. O homem foi detido e, depois, solto sob fiança de US$ 15 mil.

"Pedimos à parte americana que puna severamente a pessoa que cometeu esse ato de vandalismo e roubo contra o patrimônio cultural da humanidade", disse o diretor do Centro do Patrimônio Cultural de Shaanxi, província onde Xian se localiza, ao jornal Youth Daily Sunday.

Dois especialistas chineses viajarão para os Estados Unidos para reconstruir a estátua, acrescentou.

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Os 8.000 guerreiros de Xian, uma cidade do norte da China, foram descobertos em 1974. Os soldados guardavam o túmulo do primeiro imperador da China, Qin Shihuang, falecido no ano 210 antes da nossa era, após ter unificado o país.

Todo o ano, milhares de turistas visitam o Exército de Terracota, considerado Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), na província de Shaanxi.

 

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