Guglielmo Mangiapane/Reuters
Guglielmo Mangiapane/Reuters

Chega de internet: obras de Michelangelo voltam a maravilhar nos Museus do Vaticano

Museus do Vaticano reabriram nesta segunda, 1.º, sem as tradicionais multidões de turistas

Antonio Denti, Reuters

02 de junho de 2020 | 11h20

Se você já sonhou em estar na Capela Sistina sem sentir que está esticando o pescoço, esta é sua chance.

Os Museus do Vaticano reabriram ao público nesta segunda-feira, 1.º, depois de ficarem quase três meses fechados por causa do isolamento do coronavírus.

Com algumas das maiores obras-primas da Renascença, além de artefatos romanos e egípcios antigos, os museus só podem ser visitados atualmente por meio de reservas pela internet para controlar o número de pessoas presentes ao mesmo tempo.

Os visitantes passam por um teste de temperatura feito por escâneres termais remotos e têm que usar máscaras.

Mesmo assim, é um inconveniente pequeno em troca de ser uma das cerca de 25 pessoas que visitaram nesta segunda-feira a Capela Sistina com seu teto famoso e o Juízo Final pintado por Michelangelo no século 16.

“Os Museus do Vaticano normalmente são inacessíveis por causa das multidões enormes de turistas, particularmente estrangeiros”, disse Marisa, uma romana que não quis informar o sobrenome.

Durante o fechamento, os amantes da arte puderam visitar os museus graças a turnês virtuais, mas a maioria concorda que nada se compara à presença física.

“É claro que uma turnê digital é importante, mas uma visita de verdade a obras de arte de verdade jamais pode ser substituída por uma turnê virtual de nosso patrimônio”, disse Barbara Jatta, diretor dos museus.

Os museus receberam cerca de 7 milhões de visitantes no ano passado e são a fonte de renda mais confiável da Santa Sé, tendo gerado estimados 100 milhões de dólares anuais no passado.

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