Cenário traz parede com seis metros e 240 bonecos

O espectador que entrar na sala do Teatro Raul Cortez vai se surpreender com o cenário de As Centenárias: um caixão de defunto ao centro, rodeado por cadeiras e, principalmente, uma enorme parede formada por bonecos ao fundo. Com seis metros de altura, a construção é totalmente preenchida por cerca de 240 bonecos confeccionados para o espetáculo - 60 são mamulengos encomendados ao Mestre Tonho, de Olinda, e os outros 180 foram criados pela professora em arte de bonecos Ivete Dibo, que ainda fez máscaras para compor o cenário.O ambiente carpideiro da peça foi criado por Fernando Mello da Costa e Rostand Albuquerque, que já trabalharam em outros espetáculos dirigidos por Aderbal Freire-Filho. "Essa parceria favorece um entendimento mais rápido e profundo", conta Mello da Costa, já escalado para a próxima peça do encenador: adaptação do romance Moby Dick.A ideia surgiu quando Freire-Filho optou pelo tom circense do espetáculo. E também da necessidade de as atrizes manipularem bonecos. Sete deles são usados na peça, como personagens defuntos. "Daí essa parede ser o lugar dos derrotados, que não conseguiram vencer a morte", observa o cenógrafo. Há ainda dois fantoches com as feições das atrizes, que elas manipulam quando interpretam outros personagens.São seis tipos de boneco: de espuma, máscaras, mamulengos, de pano, de madeira e os maiores, de tecido. "O efeito visual é deslumbrante", admira-se Freire-Filho.

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