Casa cheia para Madeleine Peyroux

Via Funchal tinha ontem pouquíssimos ingressos para apresentação, que marca início dos grandes shows da temporada

Jotabê Medeiros, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2018 | 00h00

Casa cheia para Madeleine Peyroux hoje. O Via Funchal, ontem, só dispunha de pouquíssimos ingressos restantes, menos de 200, para o único show que a cantora norte-americana fará essa noite na Vila Olímpia, em São Paulo. Ela também tocará para convidados de um patrocinador na Casa Fasano, na quinta-feira, mas não será um show aberto.É a segunda vez da cantora em São Paulo. Ela esteve no País em 2005, no mesmo Via Funchal (também cantou num restaurante da região, para pouco mais de 100 pessoas). Ela se apresenta acompanhada de um quarteto, com Barak Mori (baixo, que substitui Matt Penman, que acabou de tocar aqui com Joshua Redman), James Beard (piano; em 2005, quem a acompanhou foi Aaron Goldberg), Jochen Rueckert (bateria) e Steve Cardenas (violão).O show de Madeleine dá a largada para uma robusta temporada de shows internacionais, que prossegue com Marilyn Manson (na outra quarta, dia 26), segue com Digitalism (no Nokia Trends Mob Jam, no dia 6 de outubro), Incubus (14 e 15), toda a programação do TIM Festival (que traz Bjõrk, Arctic Monkeys e Killers, entre outros), Steve Vai (6 de novembro), Chemical Brothers (7 de novembro), Donavon Frankenreiter (9 de novembro), Rapture (dia 10), Joe Lynn Turner (2 de dezembro) e Infected Mushroom (22 de dezembro), entre muitos outros.Em entrevista ao Estado, em 16 de agosto, Madeleine Peyroux justificou seu gosto pelas turnês, que a mantém em constante movimento ao redor do mundo, como uma cigana. ''''Gasto a maior parte do meu tempo viajando. Acho tão fabuloso isso. Sou grata e feliz. Claro, às vezes me canso, às vezes também fico assustada e daí tenho de dar uma parada. Mas eu entendo que a música é uma forma artística que se realiza quando você a leva às platéias. É um trabalho duro, muitas vezes. Mas, em outras palavras, trata-se de estabelecer um diálogo entre o artista e o público, você aprende sobre você mesma, sobre as pessoas. Minha inteira existência é relacionada com a música. Não quero ir ao Brasil como turista, prefiro ir trabalhando. Há tanto para aprender, tanta música aí, tanta gente interessante.''''''''Depois do Brasil, entre outubro e dezembro, estarei trabalhando em estúdio no meu novo disco, que será lançado provavelmente no começo do ano que vem. Estou muito animada com esse novo trabalho, vou tentar algo completamente diferente desta vez. De certa forma, Half the Perfect World (2006) foi um passo que eu dei em direção a esse novo som. Vou trabalhar com mais canções originais do que tenho feito ultimamente. Mas ainda é prematuro dizer como será o trabalho, eu mesma não sei'''', afirmou a cantora.''''Canto autores que, apesar de fabulosos, não são tão reconhecidos na América. São contemporâneos, mas não têm o reconhecimento que merecem. Mas, mais ainda do que mostrar habilidade em cantar canções que não foram tão cantadas antes, eu tenho interesse em destacar aquilo que realmente importa no Great American Songbook. Esses cantores nos mostram o que nós perdemos, nos lembram o que significa integridade, honestidade, entrega'''', ela diz.

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