Alessandro Garofalo
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Caravaggio morreu por causa de uma ferida infeccionada, diz estudo

Pintor italiano que revolucionou a arte do século 17 morreu em 1610, depois de uma briga

Redação, EFE

18 Setembro 2018 | 16h57

Caravaggio, o pintor que entrou para a história como o gênio que revolucionou a arte do século 17 com sua técnica de tenebrismo, morreu em 1610 por causa de uma infecção causada por estafilococo dourado, revelou nesta terça-feira, 18, um centro de pesquisas francês.

O Instituto IHU Méditerranée Infection de Marsella, no sul da França, chegou a essa conclusão depois de analisar sua polpa dentária, rica em vasos sanguíneos.

"O assassino foi identificado: um estafilococo dourado", disse a IHU em um comunicado publicado pelo jornal local La Provence. O material comenta, ainda, que o instituto colabobou com antopólogos italianos e com o microbiologista Giuseppe Cornaglia.

O estudo será publicado na íntegra na revista Lancet Infectious Diseases, mas o que foi adiantado nesta terça mostra que o artista contraiu uma infecção depois de ter se ferido numa briga, um dado que jogaria uma informação concreta na questão de sua morte, até agora envolta em especulações.

Em 2010, foram descobertos alguns ossos no antigo cemitério de San Sebastián, que corresponderiam ao artista com 85% de confibialidade, de acordo com expecialistas que analisaram os restos mortais e apontaram que a causa da morte era uma neurosífilis.

Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571-1610), mais conhecido como Caravaggio, foi um homem difícil e temperamental, e que se caracterizou pelo uso melodramático de fortes contrastes de luz e sombra.

Caravaggio passou seus últimos quatro anos de vida em Nápoles, Malta e Sicilia, depois de ter de fugir de Roma por causa de uma ameaça de prisão e condenação a pena de morte por assassinato.

 

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