Emiliano Lasalvia / AFP
Emiliano Lasalvia / AFP

Buenos Aires homenageia os 90 anos de Julio Le Parc, precursor da arte cinética

'Isto se deve ao meu grande mérito de chegar aos 90 anos', brincou o artista, que terá obras expostas em grande retrospectiva

Redação, AFP

19 de julho de 2019 | 12h47

Com exposições no Centro Cultural Kirchner e no Museu Nacional de Belas Artes, Buenos Aires celebrará os 90 anos do precursor da arte cinética e arte ótica, Julio Le Parc, com a maior retrospectiva de sua obra.

No Centro Kirchner serão expostas - a partir de sábado - 160 peças que incluem guaches e acrílicos sobre tela, esculturas iluminadas, instalações móveis e obras de luz.

A mostra também inclui a obra coletiva La Tortura, sete telas realizadas em 1972 com o brasileiro Gontran Guanaes Netto, o argentino Alejandro Marcos e o uruguaio José Gamarra para denunciar as ditaduras da América Latina.

A retrospectiva "é um conjunto muito coerente, o melhor que pude realizar", avaliou Le Parc nesta quinta-feira, ao apresentar a exposição à imprensa.

"Isto se deve ao meu grande mérito de chegar aos 90 anos", brincou o artista, que percorreu as várias salas apenas com a ajuda de uma bengala.

O Museu de Belas Artes exibirá, a partir de 13 de agosto, um conjunto de obras criadas entre 1954 e 1959, e que inclui as últimas realizadas na Argentina e as primeiras de Paris, onde reside desde então.

Também haverá uma intervenção no Obelisco, sobre a emblemática Avenida 9 de Julho, informou à AFP Yamil Le Parc, seu filho e diretor artístico.

"Ficamos muito orgulhosos de saber que estamos dando ao nosso país a maior exposição já realizada. É um esforço muito grande para uma grande homenagem na qual o público argentino poderá descobrir toda a sua obra", assinalou Yamil Le Parc.

Reconhecido com grandes prêmios internacionais, entre eles o da Bienal de Veneza de 1966, Le Parc é membro fundador do GRAV (Grupo de Pesquisa de Arte Visual), que na década de 1960 revolucionou o mundo da arte.

Le Parc, nascido em 1928 na cidade argentina de Mendoza, realizou nos últimos anos exposições no Palais de Tóquio, de Paris, no Metropolitan Museu, de Nova York, no Pérez Art Museum, de Miami, e no Instituto Tomie Ohtake, de São Paulo.

 

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