Brilho Eterno é exemplo da boa fase do diretor Michel Gondry

Michel Gondry é um cineasta singular, embora irregular. Seu recente Rebobine, Por Favor não sustenta uma boa ideia, comprovando ser um diretor que vem construindo uma obra inventiva, agradável ou não, mas que não passa impune. É o caso de Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, que o Telecine Cult exibe às 17h30.Aqui, Gondry contou com a criatividade do roteiro escrito por Charles Kaufmann: desiludida com o fim de seu relacionamento, moça decide fazer um tratamento experimental que apague o ex-namorado de seu memória. Desapontado, ele faz o mesmo. Mas, no meio do procedimento, ele desiste e tenta reconquistar a menina usando suas lembranças.Como era de se esperar de um cineasta como Gondry, a história não é contada linearmente, o que cria uma série de armadilhas para o espectador. Também a divisão na narrativa, entre o que de fato acontece e que não passa de um delírio dos personagens, aumenta a originalidade. Para reforçar a veracidade de uma história irreal, o diretor contou ainda com uma dupla de atores que reconheceu a delicadeza de cada papel: Jim Carrey e Kate Winslet conseguem dar o toque de veracidade a uma história fantástica.

Ubiratan Brasil, O Estadao de S.Paulo

28 de maio de 2009 | 00h00

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