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Obra de Brecheret é arrematada por R$ 2,7 milhões no pregão do Banco Santos

Escultura 'Vestal Reclinada com Pássaro', cujo lance inicial era de R$ 1,1 milhão, atingiu quase três vezes esse valor

Antonio Gonçalves Filho, O Estado de S. Paulo

22 de novembro de 2016 | 19h50

O leilão da massa falida do Banco Santos realizado nesta terça-feira, 22, teve um resultado além da expectativa do leiloeiro Aloísio Cravo, que, mesmo antes de iniciado o pregão, já tinha garantida a venda das principais peças. Feito parcialmente às escuras, por falta de energia no Hotel Unique, o leilão também foi interrompido duas vezes por problemas da internet, que caiu duas vezes, atrapalhando o pregão, que rendeu R$ 11. 8 milhões ( a expectativa era de R$ 8 milhões).

Foram vendidos 138 dos 213 lotes anunciados, sendo retirado do pregão o lote 181, uma peça em terracota da dinastia Tang (581-618 d.C). Os que não foram vendidos voltam para a massa falida do Banco Santos.

A peça que obteve o maior valor no leilão foi uma escultura do artista modernista Victor Brecheret da década de 1930, Vestal Reclinada com Pássaro, peça em granito que ultrapassou mais de duas vezes o valor do lance inicial, sendo vendida por R$ 2,7 milhões. As esculturas de grande porte foram muito disputadas no leilão. Uma escultura em ferro do artita mineiro Amilcar de Castro com 4 metros de altura alcançou no valor de R$ 1,5 mihão (o lance inicial era de R$ 220 mil.

Tunga, morto em junho deste ano, foi disputado por colecionadores importantes. Sua instalação Tríade Trindade, em ferro, ferrote e lã, cujo lance inicial era de R$ 440 mil, foi vendida por R$ 779 mil. Ela foi comprada pelos patronos da Pinacoteca do Estado e deverá ser4 instalada na Luz. Brecheret teve outra peça menor (Boi Zebu) vendida por R$ 340 mil, um pouco menos que uma escultura de Weissmann (R$ 500 mnil) e um pouco acima de outro modernista, Bruno Giorgi, cuja peça foi vendida por R$ 285 mil.

Entre os pintores, destacaram-se as obras de Tomie Ohtake, Antonio Manuel e Jorge Guinle. Duas telas de Tomie foram vendidas por preços superiores a R$ 340 mil. O contemporâneo Antonio Manuel alcançou R$ 220 mil por uma pintura construtivista, valor um pouco acima de outro pintor disputado no leilão,  Guinle (190 mil) . 

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