Boleiros traz uma coleção de casos tristes e alegres do futebol

Em um típico bar paulistano, com fotos espalhadas pelas paredes, um grupo de amigos reúne-se movido por uma paixão comum: o futebol. De suas conversas, surgem histórias engraçadas, tristes, humanas, sempre rodeando o mundo da bola. Eis a premissa de um dos mais felizes filmes nacionais do fim da década passada, Boleiros - Era Uma Vez o Futebol, de Ugo Giorgetti, que o Canal Brasil exibe hoje, às 22 horas.Os casos são engraçados e profundamente humanos. Há o hilariante caso do juiz corrupto (brilhantemente defendido por Otávio Augusto), empenhado em fazer um time ganhar na marra; a história de um craque que, na aposentadoria, é obrigado a vender troféus e medalhas para sobreviver; e ainda a engraçada tentativa do jogador garanhão em enganar o treinador e passar uma noite de amor com uma fã dentro do hotel onde o time está concentrado.Ugo Giorgetti evitou o sentimentalismo para construir um mosaico do principal esporte do País, revelando as tristezas daqueles que se aposentam. Ele voltou ao tema anos depois, já em um tom mais amargurado, o que reflete a sensação do torcedor, inconformado com a ida de seus craques para outros países. Nesta primeira parte, no entanto, a diversão predomina.

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