MIS/Divulgação
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'Björk Digital': como assistir à mostra de realidade virtual no MIS

Em cartaz na cidade de São Paulo, exibição destaca seis trabalhos audiovisuais do álbum Vulnicura (2015) da artista islandesa

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2019 | 15h38

Após passar por países da Europa e da América do Norte, a exposição de realidade virtual Björk Digital chegou ao Brasil nesta terça-feira, 18. Em cartaz no Museu da Imagem e do Som (MIS) até o dia 18 de agosto, a mostra destaca seis trabalhos audiovisuais do álbum Vulnicura, lançado em 2015: Stonemilker, Black Lake, Mouth Mantra,Quicksand, Family e Notget.

O Estado conferiu a exposição e preparou um guia para Björk Digital. Confira:

Antes de começar

A exposição tem cerca de 80 minutos de duração. Celulares devem permanecer desligados ou no silencioso. Por usar realidade virtual, a mostra não permite a entrada de menores de 14 anos, a não ser com autorização expressa e acompanhados dos pais. 

O público entra em pequenos grupos e recebe orientações no início de cada obra. Durante a maior parte da exibição, permanece sentado em bancos individuais equipados com fones de ouvido e óculos de realidade virtual. É importante estar confortável, sem bolsas ou acessórios nas mãos ou no colo.

Primeira etapa: Stonemilker e Black Lake

O primeiro vídeo a ser exibido é Stonemilker, primeira faixa do álbum Vulnicura. Lançado em 2015, o clipe foi gravado em 360 graus e mostra Björk cantando em uma praia deserta. Na exposição, o público pode girar a cabeça em todas as direções e escolher o que olhar: céu, mar, chão ou a própria cantora, que em alguns momentos aparece ‘duplicada’. É uma experiência tranquila, quase uma etapa de adaptação aos óculos de realidade virtual.

O clipe foi dirigido por Thomas Andrew Huang e pode ser conferido, em 360 graus, no YouTube:

Black Lake, por sua vez, é a experiência mais longa da exposição. Durante dez minutos e dez segundos, o público assiste ao dramático clipe em que Björk transforma sua dor em imagens dentro de uma claustrofóbica caverna. Na exposição, os óculos recriam o interior da gruta, onde o vídeo é reproduzido em duas paredes de rochas.

Também assinado por Thomas Andrew Huang, Black Lake foi encomendado pelo Museu de Arte Moderna de Nova York. Assista:

 

​Segunda etapa: Mouth Mantra e Quicksand

O público é levado a outro espaço da exposição, onde o clipe de Mouth Mantra é reproduzido. O vídeo é mais intenso que os anteriores e pode causar algum desconforto, porque se passa dentro da boca de Björk e usa cores vivas e muitos efeitos de câmera. Como os anteriores, Mouth Mantra é exibido em 360 graus, permitindo que o espectador escolha o que olhar.

Quicksand, por sua vez, é um clipe produzido a partir de um concerto ao vivo em Tókio, no Japão, mas com adição de (muitos) efeitos visuais. Entre escuridão e luzes, a sensação é de se estar em uma galáxia distante – ou algo assim.

 

​Terceira etapa: Family e Notget

Nas duas últimas experiências do álbum Vulnicura, o público finalmente pode permanecer de pé. Em duplas, os espectadores entram em salas escuras e se paramentam com óculos e fones de ouvido. Para Family, ganham dois controles, um para cada mão, que acionam o começo da experiência e criam braços virtuais, com os quais é possível interagir com o avatar de Björk.

Existem duas versões oficiais de Notget, ambas dirigidas por Warren Du Preez e Nick Thornton Jones. A escolhida para a mostra é Notget VR, protagonizada por um avatar da cantora que performa acima e ao redor do espectador.

 

Quarta etapa: Biophilia

Biophilia é o nome do disco que antecede Vulnicura. O álbum, lançado em 2011, explora ligações entre natureza, arte e tecnologia. Os nomes das músicas remetem à elementos da biologia, como Moon, Virus e Cosmogony.

À época, Björk lançou um aplicativo homônimo, composto por um ‘app-mãe’ que compreende 10 diferentes universos, um baseado em cada faixa do álbum. Os ‘jogos’ ensinam a compor música. Na exposição, o público pode brincar com o aplicativo em tablets. 

 

Quinta etapa: Cinema

Na quinta e última etapa da exposição, o público entra em um cinema com pufes confortáveis. Lá, são exibidos mais de 20 clipes da carreira de Björk, selecionados por ela mesma. Entre eles, estão Army of Me, It’s Oh So Quiet e All Is Full Of Love. 

 

BJÖRK DIGITAL. MIS.

Av.  Europa, 158.

Tel.: 2117-4777. 

De terça a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 19h.

Entrada: R$ 15 a R$ 30; gratuita às terças-feiras.

Vai até 18/8.

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