Bienal do Rio agrada a leitores fiéis e iniciantes

Feira ocorre em setembro, com nomes como Meg Cabot

Ubiratan Brasil, O Estadao de S.Paulo

25 de março de 2009 | 00h00

Melhor evento de grande porte da literatura brasileira, a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro pretende atrair, em setembro, um público diversificado. "Com tantas feiras literárias que já marcam o calendário brasileiro, a Bienal quer consolidar sua tradição de formadora de leitores", comenta Sonia Machado Jardim, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), que organiza a feira carioca junto da Fagga Eventos.O desafio é justamente atrair tanto o público mais exigente, habituado a eventos como a Flip, como aquele cuja presença cresce no mercado editorial, notadamente das classes C e D, por conta da evolução econômica. É o que explica, por exemplo, tanto a presença do escritor israelense David Grossman, autor de uma escrita refinada, como a da americana Meg Cabot, autora de mais de 40 best-sellers, como O Diário da Princesa, e ídolo de público notadamente juvenil. "São leitores participativos, que cobram novidades por meio da internet", observa Roberto Feith, editor da Objetiva e vice da Snel.Com um orçamento calculado em R$ 1,6 milhão para a programação cultural (15% superior ao custo da bienal de 2007), a feira do Rio inova na programação para garantir um público cada vez mais ávido e exigente. Assim, entre as novidades, destaca-se o espaço denominado Floresta de Livros - ali, o público juvenil e escolar terá oportunidade para receber informação e entretenimento de forma lúdica. "Também será um espaço mais interativo", comenta Andreia Repsold, vice-presidente da Fagga.Já no evento Livros em Cena, atores serão convidados a ler trechos selecionados de obras de grandes autores brasileiros. Um dos curadores será o roteirista e diretor João Falcão. "A capacidade do espaço é para 500 pessoas, que ficarão, esperamos, enamorados desses textos", conta Sonia, lembrando ainda de um espaço exclusivo para as mulheres. "Elas representam 55% do público leitor do País, daí a ideia de uma programação direcionada, de que os homens não poderão participar."Sucesso em outras bienais, o Café Literário (conversa informal entre leitores e autores) tem presença garantida.

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