Renan Constantin
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Bienal do Mercosul tem novo curador

Marcello Dantas vai escolher os artistas da 13ª. edição da mostra em Porto Alegre, em 2022

Antonio  Gonçalves Filho, O Estado de S. Paulo

19 de agosto de 2020 | 19h48

A Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul anunciou hoje à tarde, em cerimônia virtual,  sua nova presidente, Carmen Ferrão, e o curador da 13ª edição da mostra, Marcello Dantas, com larga experiência em bienais  e museus. Fundador da produtora Magnetoscópio, Dantas foi reponsável pela curadoria da megaexposição Raiz, do artista chinês Ai Wei Wei, realizada entre o final de 2018 e o começo de 2019. Dantas também dirigiu a Japan House, em São Paulo, e vai assumir a curadoria de exposições da Cidade Matarazzo, além de ter sido curador da Bienal de Vancouver em duas ocasiões.

A 13ª. edição da Bienal do Mercosul será realizada em 2022, em vários pontos culturais e históricos de Porto Alegre, adotando como eixo curatorial três palavras: fuga, sonho e trauma. Juntas elas expressam, segundo o curador, uma situação extrema em que se busca uma saída de emergência que, ele espera, será apontada por novos artistas ainda não vinculados ao circuito comercial. A Bienal do Mercosul também terá a participação de veteranos, de acordo com Dantas.

A Bienal do Mercosul deste ano, a 12ª. edição, estava marcada para ter início em abril, mas foi transferida para a internet por causa da pandemia do novo coronavírus. A curadora argentina Andrea Giunta elegeu como tema a questão da sexualidade além da fronteira de gêneros, destacando a participação de artistas latinos e africanos. Já foram realizadas algumas ‘lives’ com a participação de curadores e artistas para discutir temas como as particularidades da prática de curadores e criadores afrodescendentes na arte brasileira. 

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