Belmonte, melhor da Première Brasil

Se Nada Mais Der Certo, do diretor brasiliense, venceu o Festival do Rio 2008

Luiz Carlos Merten, O Estadao de S.Paulo

24 de outubro de 2008 | 00h00

Aquele jogo na Barra Funda não deu certo, aquele serviço com o Gordo não deu certo, aquele truque do Antenor não deu certo, aquele negócio com o padre também não deu certo, aquele cara que o Abílio pediu pra votar não deu certo, aquele trampo era roubada, aquele DVD pirata que você comprou não funcionou, aquele final de semana não deu certo... Mas tudo vai dar certo. Esta é a sinopse do novo longa de José Eduardo Belmonte, com o qual o cineasta brasiliense levantou o prêmio - o Redentor - como melhor filme da Première Brasil, no Festival do Rio 2008. Se Nada Mais Der Certo somou ao prêmio de melhor filme o Redentor de melhor atriz para Carolina Abras e o de melhor roteiro, atribuído pela associação de roteiristas, para o próprio Belmonte.Belmonte já era autor de Subterrâneos e A Concepção, que teve críticas muito elogiosas no Festival de Brasília de 2005, mas não era nem de longe o grande filme proclamado pelos tietes do diretor. No ano passado, Belmonte voltou a ser premiado em Brasília com Meu Mundo em Perigo. Seu filme permanece inédito e o cineasta promete um lançamento ?de guerrilha? até o final do ano. Se Nada Mais Der Certo é o fecho de uma tetralogia que investiga a linguagem e o comportamento de personagens desajustados (ou marginais). E a grande diferença é que justamente esses personagens parecem agora mais densos e/ou verossímeis, não sendo meros marionetes para expressar os conceitos de Belmonte. Cauã Raymond faz um escritor em crise que se envolve com o submundo e o crime. O filme é forte. Desta vez, Belmonte acertou, e bem. ServiçoSe Nada mais Der CertoUnibanco Arteplex 4 - Hoje, 15h40; 4.ª, 15h30

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