Paula Bernabéu/EFE
Paula Bernabéu/EFE

Banksy e mestre renascentista Rafael dialogam em museu de Roma

Mostra exibe 100 obras do artista de rua inglês no momento em que se homenageia o mestre renascentista nos 500 anos de sua morte

Redação, EFE

09 de setembro de 2020 | 12h31

A sátira e a denúncia política do artista de rua mais conhecido e misterioso da história, Banksy, dialogam com a obra do mestre renascentista Rafael entre as paredes do Claustro de Bramante, em Roma, que sedia a exposição Banksy: Um Protesto Visual.

O edifício renascentista abriga até o dia 11 abril de 2021 mais de 100 obras do artista britânico, entre elas algumas famosas como Menina com Balão e O Amor Está no Ar - obras que vão além do grafite, incluindo telas a óleo e até esculturas. As peças foram feitas entre 2001 e 2017 e a mostra exibe ainda desenhos para capas de discos e livros. Tudo o que está exposto veio de coleções privadas.

Coincidindo com os 500 anos da morte de Rafael, a exposição se transforma em um diálogo com o pintor renascentista dentro do projeto #ArtIsAlwaysContemporary (Arte é sempre contemporânea), pois o público pode ver, a partir de uma das janelas, um afresco de 1515 feito para decorar a Basílica de Santa María della Pace.

Segundo os organizadores, não se busca comparar o virtuosismo dos dois artistas, mas provocar um diálogo sobre o poder evocativo de suas imagens, que fizeram de ambos artistas revolucionários em seu tempo, já que suas obras refletem mensagens, estados de ânimo e emoções.

A exposição estava programada para março deste ano, mas precisou ser adiada por causa do coronavírus, sentido fortemente pela Itália. Agora, as visitas estão permitidas com limitação de público, com medição de temperatura e uso de máscara. 

A pobreza, a globalização, a política, a guerra e o consumismo voltam a ser temas de Banksy. Acredita-se que o artista tenha nascido nos anos 1970, em Bristol, na Inglaterra, onde sua produção começou no início da década de 1990. O anonimato não pretende apenas protegê-lo da polícia por causa dos grafites ilegais, mas também sua obra, que é carregada com uma potente mensagem política, e, assim, evitar que ela seja contaminada pela ideia que o público pode vir a ter se conhecer a identidade do artista.

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