Sotheby's/The New York Times
Sotheby's/The New York Times

Banksy diz que 'Menina com Balão' deveria ter sido destruída totalmente

Segundo o artista britânico, de identidade desconhecida, o sistema instalado na moldura do quadro falhou

EFE

18 Outubro 2018 | 13h23

O artista de rua Banksy revelou que sua obra Girl With Balloon (Menina com Balão), leiloada no dia 5 de outubro na casa Sotheby's e imediatamente autodestruída de forma parcial, deveria ter sido cortada em pedaços totalmente, mas o sistema instalado na moldura do quadro falhou.

Em um vídeo publicado em seu site, o artista britânico de identidade desconhecida afirmou que a casa de leilões londrina não sabia de seus planos, como muitos afirmaram depois que a notícia viralizou.

A obra, uma das mais populares de Banksy, mostra uma menina que tenta alcançar um balão em forma de coração e foi arrematada no início do mês por 1,04 milhão de libras (R$ 5 milhões).

Assim que a venda foi confirmada, um triturador de papel escondido dentro da moldura do quadro foi ativado, destruindo metade da pintura.

A ação surpreendeu todos os presentes, e o próprio Banksy a explicou no dia seguinte em sua conta no Instagram com um vídeo, que intitulou com uma citação do pintor espanhol Pablo Picasso: "A necessidade de destruir é também uma necessidade criativa".

O artista também compartilhou um vídeo no YouTube com imagens do momento em que o quadro foi leiloado e no qual explicou que testou o mecanismo dentro da moldura e que o mesmo "funcionou todas as vezes", ao contrário do que aconteceu na hora da venda.

O diretor de arte contemporânea na Europa da Sotheby's, Alex Branczik, disse após o ocorrido que a casa desconhecia os planos do enigmático artista.

Como reiterou nesta quarta-feira, 17, em entrevista concedida ao jornal especializado The Art Newspaper, a Shotheby's não detectou o triturador porque foi informada de que a moldura era "uma peça chave do trabalho".

"A performance de Banksy se transformou em um instante em história da arte mundial", ressaltou a casa em comunicado, considerando que é "a primeira vez que um novo trabalho artístico é criado durante um leilão".

A imprensa britânica estimou que o valor da obra no mercado pode dobrar graças à relevância de sua destruição.

Mais conteúdo sobre:
Banksy

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.