As mudanças de um mito feminino da Grécia Antiga

Os historiadores alemães de arte Dora (1885-1965) e Erwin Panofsky (1892-1968) tratam neste livro das variações, ao longo dos tempos, do mito de Pandora nas artes plásticas e na literatura. Em sua origem na Grécia Antiga, Pandora era o arquétipo da mulher, e sua figura se tornou inseparável do seu ato: a abertura de um recipiente de onde teriam escapado os males do mundo, restando no fundo dele a esperança. Traduzido por Vera Pereira, o livro mostra que o mito foi esquecido pelos clássicos latinos e pela tradição medieval, mas reapareceu no Renascimento. Dali migrou para a Inglaterra, Países Baixos e Alemanha. No século 16, Erasmo de Roterdã uniu a imagem da mulher à ideia de objeto proibido.

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