Artistas Homenageados

É tradição da Bienal do Mercosul homenagear um artista em cada edição (já figuraram o gaúcho Iberê Camargo e o escultor mineiro Amilcar de Castro). Dentro desse ramo, o curador-geral escolheu realizar três mostras monográficas separadas dos artistas Francisco Matto (Uruguai, 1911-1995); ?yvind Fahlstrõm (São Paulo, 1928 - Estocolmo, 1976); e do argentino Jorge Macchi.A mostra com obras de Macchi, no belo prédio do Santander Cultural, é o maior destaque dessa seção. Percorrendo 15 anos de trajetória do artista com trabalhos de 1992 e 2007, é oportunidade de ver reunido um amplo conjunto de suas criações, sempre ''''vistas em mostras separadas'''', diz Pérez-Barreiro (no Brasil o artista é representado pela Galeria Luisa Strina).Criador do cartaz da última 27.ª Bienal de São Paulo, Macchi faz sua poética com fina ironia a partir do uso do universo da música, das palavras, do cinema, de objetos cotidianos. Logo na entrada do Santander está o trabalho que o artista realizou em parceria com a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e com o compositor Edgardo Rudnitzky.Já no Museu de Arte do Rio Grande do Sul estão as retrospectivas de Matto e Fahlstrõm. Matto, que participou do ateliê do consagrado Torres-García, está representado por pinturas, esculturas e objetos realizados entre 1940 e 1990. ''''Foi escolhido por representar o modernismo'''', diz Pérez-Barreiro. A exposição de Fahlstrõm, no mesmo museu, com obras gráficas realizadas nas décadas de 60 e 70, é maneira de resgatar um artista que nasceu no Brasil, mas aqui é um desconhecido.

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