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Ai Weiwei terá grande retrospectiva de sua arte em Londres

Mostra será inaugurada na Royal Academy of Art, em setembro

Michael Roddy, Reuters

15 de junho de 2015 | 17h45

O artista chinês dissidente Ai Weiwei terá o que está sendo anunciado como a maior retrospectiva de seu trabalho exposta na Grã-Bretanha em uma mostra a ser inaugurada na Royal Academy of Art de Londres em setembro, anunciou a academia nesta segunda-feira, 15.

A exibição está sendo montada na ausência de Weiwei, já que ele não pode sair da China. Crítico da repressão do governo chinês à liberdade de expressão e aos direitos humanos há décadas, Weiwei foi proibido de viajar desde sua detenção de 81 dias na China em 2011.

A exibição incluirá obras de 1993 em diante, marcando os anos passados desde que Weiwei voltou ao seu país depois de mais de uma década morando no exterior, incluindo Nova York, onde foi influenciado pelo artista pop Andy Warhol e também se tornou um defensor do movimento da “arte encontrada”, ou “ready-made”, cujo símbolo maior foi Marcel Duchamp.

“Estou honrado de ter a chance de exibir na Royal Academy of Arts”, disse Weiwei em comunicado divulgado pela entidade. “Esta exibição é minha primeira grande coletânea em Londres, uma cidade que admiro muito. As obras de arte selecionadas refletem minha prática nos últimos anos, e ainda incluem novas obras feitas especialmente para esta mostra”.

A exibição foi desenvolvida com a colaboração próxima de Weiwei, disse a academia. “O artista navegou virtualmente pelos espaços de seu estúdio em Pequim através de imagens em vídeo das galerias e dos planos arquitetônicos. Os curadores também visitaram seu estúdio com frequência”.

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