Artista deixou instruções de como queria o seu funeral

A morte do coreógrafo francês Maurice Béjart não vai interromper as turnês e a programação de sua companhia de dança, estabelecida em Lausanne desde 1987. Um dos criadores da dança contemporânea, Béjart estava preparando sua nova produção que seria inaugurada no dia 20 de dezembro na Suíça, Volta ao Mundo em 80 Minutos.A morte, segundo Eric Trol, adminstrador adjunto da companhia, ocorreu no início da madrugada de ontem no Centro Hospitalar de Lausanne. Pela manhã, os 35 dançarinos da companhia foram informados da morte. Mas optaram por seguir com a programação do ano. Entre os mais de cem funcionários do Béjart Ballet, o sentimento é de tristeza. ''''Estamos todos chocados e muito tristes, mas o show vai continuar'''', afirmou o Roxanne Aybek, porta-voz do grupo.Os porta-vozes do Bejárt Ballet Lausanne (BBL) ainda informaram que o coreógrafo de 80 anos deixou algumas orientações sobre como queria seu funeral. A cerimônia será laica e ocorrerá no mais tardar na próxima segunda-feira. Elementos dos ritos muçulmanos serão incorporados. Essa havia sido a segunda internação de Béjart por causa de problemas cardíacos e renal em menos de um mês. Segundo a companhia, o coreógrafo pediu para acompanhar os avanços de sua próxima produção mesmo do hospital.Lausanne foi a terceira casa de Béjart. Sua companhia foi criada em 1954 em Paris, mas permaneceu por 27 em Bruxelas. Graças aos generosos subsídios dados pela cidade suíça, o coreógrafo optou por se mudar para Lausanne, aos pés dos alpes.Imediatamente, políticos e artistas expressaram suas homenagens ao coreógrafo e reivindicaram Béjart como sendo um representante de seus países. Para Nicolas Sarkozy, Béjart foi um dos ''''grandes nomes da história da dança''''. ''''Sem dúvida que suas coreografias vão permanecer em nossas memórias. Por muitos anos ainda, elas serão representadas sobre os maiores palcos do mundo'''', afirmou.''''Com a morte de Maurice Béjart, perdemos um dos maiores coreógrafos de nosso tempo, um dos mais famosos e mais admirados'''', disse a ministra da Cultura francesa, Christine Albanel. Já para o ministro da Cultura da Suíça, Pascal Couchepin, a morte de Béjart ''''é uma grande perda para as artes e para a Suíça''''.

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