Arte Marginal

No início da década de 1950, Jack Kerouac fez várias viagens pelos Estados Unidos com uma mochila nas costas e um caderno confiável à mão. Os personagens que lhe interessavam eram foras da lei, anjos desolados, idiotas sagrados e profetas subterrâneos. As anotações serviram para compor o livro On the Road (Pé na Estrada, no Brasil), que, publicado em 1957, logo se tornou a bíblia da geração que, conhecida a partir de então como beat, louvava músicos de jazz existencialistas e motoristas errantes das estradas como os novos santos vagabundos. Assim, beat, usado no sentido de marginal, passou a definir o grupo de artistas dispostos a romper com o tradicional e a buscar novas formas de expressão. Motivados pelas drogas (atalho para o transcendental), eles se ramificaram da literatura e atingiram também a música e a fotografia.

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