Após oito anos, ''Backstreet is back''

Boy band mais famosa da década de 90 - e que já dura 16 anos - está feliz por estar de volta para shows em São Paulo e Rio

Livia Deodato, O Estadao de S.Paulo

19 de fevereiro de 2009 | 00h00

Brian Thomas Littrell está definitivamente muito animado com o seu retorno ao Brasil, após cerca de oito anos da primeira apresentação da famosa boy band no Maracanã, no Rio, e no Anhembi, em São Paulo. "Avise todo mundo que ?Backstreet is back, alright!?", entoou com o típico gritinho, ao final da entrevista realizada por telefone ontem de manhã. A turma de garotos que arrancou suspiros das adolescentes na década de 90 envelheceu, mas parece continuar com a mesma energia da época que alcançaram o estrelato. Apesar da pausa de cinco anos sem lançarem novos álbuns, entre 2000 e 2005, e do anúncio da saída de Kevin Scott Richardson em 2006, os Backstreet Boys (para os íntimos apenas BSB) não esmoreceram e vêm mostrar por que são uma das bandas mais duradouras e rentáveis da indústria de garotos bonitos que cantam e dançam."Por muito tempo, a música capaz de mexer com a emoção poderia vender milhares de discos. Quando o Backstreet Boys surgiu em 1993, não havia nenhuma boy band, a cena era outra com Nirvana, Snoop Dog. A música é cíclica, mas as pessoas sempre procuram por momentos de celebração. E nós somos o único grupo desse estilo que restou", diz Brian. O segredo do sucesso entre os que considera seus irmãos é a comunicação. "Somos completamente diferentes, mas temos duas coisas em comum: somos apaixonados pelo que fazemos e sabemos manter o foco no sucesso."O show, que vêm apresentar no dia 5 de março no estacionamento do Credicard Hall, e no dia 7 no Citibank Hall do Rio, faz parte da turnê do álbum Unbreakable (2007), que teve início em fevereiro do ano passado no Japão. Quando negociavam os países onde iriam realizar as apresentações, Brian conta que o quarteto fez questão de encaixar a América do Sul, região pela qual sempre nutriram um grande carinho. "Nós amamos o Brasil, os fãs são realmente loucos por aí. Não medem esforços para nos seguir pelas ruas, no hotel, no aeroporto. É ótimo! E é bem diferente do que acontece em outros países, que têm uma outra maneira de nos receber."Antes de aportarem por aqui, o BSB faz shows em Porto Rico, Peru, Venezuela, Chile e Argentina. Após São Paulo e Rio, eles seguem para o México, onde preveem encerrar a turnê que não só contempla canções do nem tão novo álbum, como também os maiores hits do grupo. Afinal, quem é que ficaria satisfeito em sair de um show do BSB sem ouvir Quit Playin? Games (With My Heart)? Ou ainda I Want it That Way? Serão quase duas horas de puro deleite, que contarão com uma formação de baixo, guitarra, teclados e bateria, além de muitos dançarinos e brincadeiras com o público. "O Backstreet Boys foi capaz de criar memórias maravilhosas para pessoas do mundo inteiro. E é isso que vamos oferecer ao público: 1h50 de felicidade, em que todos vão se esquecer de seus problemas", garante Brian.A banda ocupante da vaga que já foi dos Menudos e, mais tarde, do New Kids On The Block, tem hoje 50% de seus integrantes amarrados: Brian, de 34 anos (a serem completados amanhã), e Howard Dwaine Dorough, o Howie D., de 35, são casados, enquanto os caçulas Nickolas Gene Carter, o Nick de 29, e Alexander James McLean, o A.J. de 31, continuam soltinhos. Brian celebra nove anos de casamento fazendo questão de relatar algumas das peripécias do fruto desse enlace: o pequeno Baylee, de 6 anos, que faz teatro, sabe tocar violão e já avisou o pai que vai entrar no lugar do tio Kevin (Brian e Kevin são primos e foi por indicação de Kevin que Brian entrou no grupo, após realizar uma entrevista por telefone). "Não acho que essa seria uma boa ideia", diz Brian, aos risos, que vem ao País sem o garoto a tiracolo.E, ao tocar no assunto futuro, Brian é reticente. Prefere não fazer nenhuma previsão sobre o que pode acontecer nos próximos, quem sabe, 16 anos de vida do BSB. "Não há nada que nos impeça de continuarmos juntos, fazendo música e tendo o apoio dos nossos fãs. Eu adoraria. Com a diferença de que daqui a dez anos o meu filho estará dirigindo e eu estarei muito mais velho", diverte-se.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.