Anna Luisa acerta o passo em Girando

Nada como o tempo e o exercício da profissão para que certos talentos aflorem (ou não). Equivocada na estréia, mais esforçada no trabalho seguinte, embora com resultado mediano, a carioca Anna Luisa (não confundir com a paulista Ana Luiza) acerta o passo no terceiro álbum, Girando (Universal). Além de pescar pérolas de Gilberto Gil (Parabolicamará), Novos Baianos (Os "Pingo" da Chuva), Roberto e Erasmo Carlos (Cachaça Mecânica) e Edu Lobo (No Cordão da Saideira, com participação do autor), ela evolui cheia de graça em canções como Baião Digital (Rodrigo Maranhão) e Tonta (Eugenio Dale). Há quem veja nela semelhanças com Roberta Sá, mas equilibrando a vocação de intérprete com a de compositora - só (Bailarina do Mar) ou em boas parcerias com Edu Krieger (Seu Moço), Rodrigo Vidal (Pedido ao Tempo) e Emerson Mardhine (Folguedo) -, Anna se joga convicta em seu giro pela polirritmia pop brasileira.

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