Alguma coisa caontece no coração de quem vive a cidade

ECOS DE CAETANO: Quem viu Bem-Vindo a São Paulo na Mostra de 2006 deve voltar aos cinemas que exibem o filme em 17 episódios, realizado por diretores que visitaram a cidade, a convite da Mostra Internacional de Cinema. Pois o filme sofreu algumas alterações. Leon Cakoff garante que som e imagem estão impecáveis e a própria estrutura foi mudada. ''''Abbas Kiarostami deu um conselho precioso. Ele achava que o episódio de Kiju Yoshida, por ser mais longo e reflexivo, estava mal colocado. Segundo sua indicação, deslocamos o episódio mais para o começo, evitando o que poderia ser uma quebra de ritmo'''', explica Cakoff, que, além de ser idealizador do projeto, assina um dos episódios, Natureza-Morta, com a mulher, Renata Almeida.Phillip Noyce filma São Paulo a partir do Marco Zero, Maria de Medeiros recita os versos de Sampa, de Caetano Veloso, na esquina famosa das Avenidas Ipiranga e São João, Jim McBride faz ensaio sobre a arquitetura deteriorada da cidade, o palestino Hanna Elias manifesta estranhamento num ensaio da Escola de Samba Vai-Vai e Max Lemcke filma os letreiros da cidade como nunca se viu.Embora os demais sejam de diretores do prestígio de Tsai Ming-liang, Amos Gitai e Wolfgang Petersen, entre outros, o mais delicado é o episódio de Daniela Thomas, com partitura do irmão dela, Antônio Pinto. Ela filma o Minhocão. Considerado uma aberração, o Minhocão é humanizado e vira símbolo de São Paulo: congestionado durante o dia, vazio na madrugada e ocupado por pedestres no domingo.

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