''Agora só ouço samba no carro''

Jornalista esportiva se prepara para ancorar desfiles do Rio

Alline Dauroiz, O Estadao de S.Paulo

20 de fevereiro de 2009 | 00h00

Campeã mundial de bodyboard e jornalista esportiva, Glenda Kozlowski participa amanhã de outro tipo de maratona. Ao lado de Cléber Machado, a apresentadora do Globo Esporte estreia na narração do desfile das escolas de samba cariocas, no lugar de Maria Beltrão. Em entrevista ao Estado, Glenda conta como mergulhou no universo do samba. "Agora, se me chamarem para sair como passista, estou dentro (risos)."Qual sua relação com o carnaval?Nunca tinha feito nem reportagem. Mas sempre esteve presente na minha vida. Minha mãe era portelense e, enquanto meu pai me levava ao Maracanã, ia com ela à Sapucaí. Também já desfilei em várias escolas.E quando está em casa, quantas escolas consegue ver sem dormir?Nos últimos 15 anos, passei os carnavais trabalhando, não tinha como ficar até muito tarde assistindo. Mas conseguia ver até umas 3 h, 4 h da manhã.Como vem se preparando?Conversando com as pessoas, vivendo esse universo, indo à quadra. Comecei há um mês e meio e, desde então, só escuto samba no carro. Virei uma sambista, como um ator que faz laboratório para o personagem. Qual seu maior receio?Minha preocupação é com a voz. Ela falha quando fico cansada. E como há duas semanas descobri que estou com um edema nas cordas vocais, estou fazendo exercícios e tomando remédio.Considera a cobertura parecida com a de uma olimpíada?Sim. E o carnaval é ainda maior, porque se juntar as pessoas que desfilam, são muito mais do que os 15 mil atletas da Olimpíada. E, para mim, carnaval é mais difícil. Comparando, é como se na minha época de surfista, eu olhasse um mar monstruoso e mesmo assim entrasse.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.