Denise Andrade/ Estadão
Denise Andrade/ Estadão

Adriano Pedrosa é o novo diretor artístico do Masp

Nome foi confirmado pelo presidente do Museu, Heitor Martins

Antonio Gonçalves Filho, O Estado de S. Paulo

01 de outubro de 2014 | 19h22

Atualizado às 21h50

O diretor-presidente do Museu de Arte de São Paulo (Masp), Heitor Martins, confirmou nesta quarta-feira, por meio de um comunicado divulgado à noite, a designação de Adriano Pedrosa como seu diretor artístico. Nessa função, terá a responsabilidade de liderar temas relacionados à programação, acervo, programa educativo e publicações. 

“Em conjunto com a diretoria do Masp, Adriano Pedrosa constituirá uma equipe de curadores que terá o objetivo de assegurar a cobertura adequada das distintas escolas que integram a diversificada coleção do museu com cerca de 8 mil obras, abrangendo do Renascimento Italiano ao Impressionismo Europeu, da Arte Africana à fotografia brasileira, dentre outras”, disse Martins, no comunicado.

Segundo o diretor-presidente, o antigo curador-chefe, Teixeira Coelho, seguirá colaborando com o museu, integrando o novo comitê de Acervo e Memória vinculado à Diretoria Artística. “Além disso, atuará como consultor para o desenho e detalhamento dos projetos de expansão da escola do Masp.”

Pedrosa foi curador adjunto e editor das publicações da 24ª Bienal de São Paulo (1998), curador do Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte (2001-2003), onde foi responsável pela coleção, programação de exposições e a implementação da Bolsa Pampulha, e curador do InSIte_2005 (San Diego Museum of Art e Centro Cultural Tijuana, 2005). 

Ao Caderno 2, Martins também negou que o Masp poderia vender obras para quitar suas dívidas. “Nunca passou pela nossa cabeça vender obras para pagar dívidas, isso é uma coisa horrorosa, não faz sentido.” O diretor-presidente reafirmou que a questão do endividamento do Masp está praticamente resolvida - o museu tem uma dívida de R$ 12 milhões e R$ 10 milhões já estão garantidos para saldar os compromissos.

Sobre a possibilidade futura de comprar obras para o Masp com o dinheiro da venda de peças do acervo, ela parece remota. Toda a coleção do museu (além do prédio e do mobiliário) foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em dezembro de 2003. Nessa reunião, grupos de pressão brigaram por causa da inclusão dos cavaletes de vidro projetados por Lina Bo Bardi para expor o acervo. O Instituto Lina Bo Bardi pediu o tombamento, mas o ex-presidente Júlio Neves conseguiu que os cavaletes fossem incluídos no item mobiliário - ou seja, ficava a critério do curador usá-los ou não, embora o decreto do Iphan, ao tombar o mobiliário, obrigue o Masp a responder pelos danos causados aos cavaletes, hoje fora do alcance da vista dos visitantes do museu. Do acervo permanente, o museu tem hoje 250 obras expostas. Martins não anunciou as mostras temporárias do próximo ano. 


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