Adeus festivo a Tecnomacumba

Rita Ribeiro encerra longa carreira do projeto na Pompéia

O Estadao de S.Paulo

22 Fevereiro 2008 | 00h00

O projeto Tecnomacumba, de Rita Ribeiro, rodou chão por quatro anos. Virou CD, fez longa carreira de shows no Rio e em outras cidades, foi visto por dezenas de milhares de pessoas Brasil afora. Agora, já em fase mais romântica, a cantora maranhense quer transformar numa grande festa os dois últimos shows de Tecnomacumba em São Paulo, hoje e amanhã no Sesc Pompéia, dentro do projeto Religare. No repertório, jóias do cancioneiro ligado às crenças e costumes afro-brasileiros, como É d''''Oxum (Gerônimo), Rainha do Mar (Dorival Caymmi), Domingo 23 (Jorge Ben) e Coisa da Antiga (Wilson Moreira/Nei Lopes). Rita lembra que o projeto começou despretensioso, mas tomou grande forma. ''''A idéia era fazer um mês de shows no Rio, mas acabou indo além das minhas expectativas.'''' Oficialmente, a carreira de Tecnomacumba terminou no dia 12 de dezembro no Canecão (Rio). ''''Aproveito para encerrar a experiência dele em São Paulo, para pôr um ponto final. Foi muito bom, estou supersatisfeita com tudo, adoro fazer, mas já extravasei todos os meus delírios na pesquisa sobre a cultura afro e referências do candomblé e da umbanda. Agora quero outra coisa.'''' Nos planos para este ano está o lançamento em CD e DVD do show Meninas do Brasil, com Jussara Silveira e Teresa Cristina, que deve seguir em turnê no segundo semestre. No mais, ela diz que está ''''curtindo muito fazer um som mais acústico'''', com menos parafernália e informações. Em breve, vai disponibilizar online a gravação que fez de Aceito Seu Coração (Pururuca), do repertório de Roberto Carlos. É o começo de outra história. ''''Não está nada definido, mas sei que quero voltar a cantar minhas baladas, meus funks. O público também pede por isso. Quero fazer um trabalho mais enxuto, de sonoridade mais econômica, em que minha voz esteja mais em evidência.'''' E, como ela diz brincando, sem carregar tanto ''''todo o Nordeste nas costas''''.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.