A vida musicada de Martinho da Vila

Sambista, prestes a completar 70 anos, mostra show inédito no Fecap

Livia Deodato, O Estadao de S.Paulo

25 Outubro 2007 | 00h00

A história do sambista que jamais pensou em ser artista (''''queria ser mecânico''''), entremeada por canções de sua autoria que ilustram muito bem cada época de sua vida. Seu nascimento num sábado de carnaval em Duas Barras, no Rio, sua criação na Serra dos Pretos Forros, sua primeira profissão como auxiliar de químico industrial, sua passagem de 13 anos pelo Exército - momentos marcantes de sua vida que terão como trilha sonora clássicos do samba como O Pequeno Burguês, Depois Não Sei e Pra que Dinheiro?. A partir de hoje e até o fim de semana que vem, o Teatro Fecap vai literalmente virar a casa do bamba Martinho da Vila. Elifas Andreato será o responsável por transformar o palco num cantinho aconchegante da casa do cantor e compositor - será como se Martinho estivesse recebendo velhos amigos para um bate-papo descompromissado. ''''Vou contar ali a minha história e intercalar com um repertório mais autobiográfico, escolhido por mim, que contém alguns sucessos'''', diz um dos maiores líderes de movimentos negros no Brasil. O show, idealizado por Homero Ferreira, é motivo para muitas comemorações: os 70 anos de Martinho, a serem completados no dia 12 de fevereiro, os 50 anos da composição de seu primeiro samba-enredo, Carlos Gomes, para a G.R.E.S. Aprendizes da Boca do Mato, os 40 anos de sua primeira grande aparição pública no 3.º Festival da Record, em 1967, cantando Menina Moça, e a gravação de um documentário sobre sua história pelo Canal Brasil. No palco, seus grandes parceiros Mané do Cavaco, que acompanha Martinho desde o início de sua carreira, e o pandeirista Paulinho da Aba fazem participações especiais.

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