A paranóia despertada pelo combate contra o mal

O norte-americano Matt Ruff (1965) transita em Macacos Malvados por diversos gêneros: da ficção científica de Philip K. Dick ao enciclopedismo de Thomas Pynchon. Ele criou um romance no qual as coisas não são o que parecem e uma resposta pode despertar dez perguntas. É uma ficção movida por um delírio paranóico, como fica demonstrado já na epígrafe da obra: "Consciência: a voz interna que nos adverte que alguém pode estar olhando." Presa por assassinato, Jane Charlotte está para fazer a primeira entrevista com o dr. Vale, na ala psiquiátrica da Cadeia Municipal. Ela diz pertencer aos Macacos Malvados, uma organização secreta de combate ao mal. Ali se inicia o quebra-cabeça narrativo.

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