A fé que abre caminhos para conhecer uma época

Pelo subtítulo, A Religião de Rabelais, o autor de Pantagruel parece ser a figura central deste livro traduzido por Maria Lúcia Machado. Mas, na verdade, o objeto de estudo da obra é a incredulidade. Ao contestar a afirmação do historiador Abel Lefranc de que Rabelais era ateu, Lucien Febvre demonstra que na Idade Média não havia o conceito de ateísmo nem de incredulidade. Assegura que na época os homens não recuavam diante da contradição, o que só ocorreu a partir do cartesianismo. Ele informa que o autor de Gargântua, ex-franciscano, estava impregnado de religião, mas também criticava certos aspectos do cristianismo. Febvre toma François Rabelais como veículo para entender uma época e seu modo de pensar e crer.O Problema da Incredulidade no Século XVILucien Febvre Cia. das Letras, 514 págs., R$ 66

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