''A Escola Base fez escola''

De volta ao ar, Boris Casoy vê cautela no caso Isabella

Keila Jimenez, O Estadao de S.Paulo

14 de abril de 2008 | 00h00

Há estréia melhor para um âncora que o olho do furacão de um caso de comoção nacional? Boris Casoy volta à TV hoje, no comando do Jornal da Noite, na Band.A Band mudou os planos que tinha para você, não é?Fui contratado para fazer um jornal no começo da tarde, mas, depois, quando o Cabrini (agora na Record) deixou o Jornal da Noite , a Band me chamou para fazer o noticiário de fim de noite. Topei na hora.O público desse tipo de noticiário é diferente?É segmentado. Querem saber tudo o que rolou durante o dia e cobram ainda uma atenção especial com assuntos econômicos e políticos, análises, é isso que vamos fazer.Não é uma coincidência você estrear em ano eleitoral?( Risos) Não. A idéia é apostarmos mesmo nisso.Vai comandar debate na Band?Disseram que vou.Você fará entrevistas?Teremos um último bloco aberto para debates, entrevistas, com personalidades . Uma espécie de minitalk-show .O que acha da cobertura do caso Isabella?Tenho acompanhado mais pelos jornais, mas acho que a imprensa brasileira não cometeu nenhum abuso ou excesso que a imprensa americana não cometeria em um caso emocionante como esse . Veja o caso Madeleine. Há uma pressão grande.Mas há excessos?Claro, mas também há um ponto a favor que foi quando a imprensa puxou o freio de mão e aprendeu que não podia fazer uma acusação direta. Há uma hora em que se perde o controle. A Escola Base fez escola nesse sentido.

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